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EUA adotam nova taxa sobre roupas e-commerce e aumentam custos para consumidores

EUA impõem tarifas sobre todos os pacotes importados, elevando custos e complicando o comércio eletrônico globalmente

Encomendas de pequeno valor são separadas em fábrica da Shein na China (Foto: Casey Hall/Reuters)
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  • A partir de 29 de setembro de 2023, os Estados Unidos eliminaram a isenção tarifária para pacotes importados de até $ 800.
  • A nova regra, que já se aplicava a pacotes da China e Hong Kong, agora abrange todos os países, aumentando custos e burocracia.
  • A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) implementou uma taxa fixa de $ 80 a $ 200 por pacote enviado por agências postais estrangeiras.
  • A medida deve gerar uma arrecadação adicional de $ 10 bilhões anuais, mas pode desestimular pequenas e médias empresas a vender para os EUA.
  • Mais de 25 países suspenderam o envio de encomendas para os EUA devido às novas exigências.

Os Estados Unidos iniciaram, em 29 de setembro de 2023, a cobrança de tarifas sobre todos os pacotes importados, eliminando a isenção anterior para remessas de até US$ 800. Essa mudança impacta diretamente o comércio eletrônico, que se beneficiou da isenção durante a pandemia. A nova regra, que já se aplicava a pacotes da China e Hong Kong, agora abrange todos os países, aumentando custos e burocracia para empresas e consumidores.

A agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) implementou a cobrança de impostos sobre importações, independentemente do valor ou origem. A medida inclui uma taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 por pacote enviado por agências postais estrangeiras, válida por seis meses. Com isso, mais de 25 países suspenderam o envio de encomendas para os EUA, segundo a Organização das Nações Unidas.

Impactos no Comércio Eletrônico

A eliminação da isenção tarifária deve gerar uma arrecadação adicional de US$ 10 bilhões anuais para o governo americano. Contudo, empresas que dependem de importações diretas da China enfrentam desafios significativos. A Câmara Britânica de Comércio alertou que pequenas e médias empresas podem ser desestimuladas a vender para os EUA devido aos novos custos.

Relatos de comerciantes indicam que, enquanto alguns, como Jim Tuchler, proprietário da GiftsForYouNow.com, viram aumento nas vendas, outros, como a loja Mondo Cattolico, tiveram que elevar os preços em 20% para cobrir as novas tarifas. A Coalizão Nacional de Organizações Têxteis dos EUA considera a medida uma “vitória histórica”, pois fecha uma brecha que permitia a empresas estrangeiras de fast-fashion evitar tarifas.

Repercussões Internacionais

A nova política também afeta o comércio global. A União Postal Universal informou que as suspensões de envio continuarão até que as autoridades americanas esclareçam as novas exigências. Transportadoras como UPS e FedEx relataram uma queda no volume de pacotes entre os EUA e a China, impactando uma das rotas mais lucrativas.

A mudança nos EUA serve como um teste para outros países, como a União Europeia e o Reino Unido, que consideram implementar regras semelhantes em suas isenções tarifárias. A nova política não apenas altera a dinâmica do comércio eletrônico, mas também levanta preocupações sobre a competitividade das empresas menores no mercado.

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