- A Sinqia confirmou um ataque cibernético em seu ambiente Pix na sexta-feira, 29 de setembro.
- A empresa não divulgou quantas instituições financeiras foram afetadas nem valores desviados, mas afirmou que o número é limitado.
- O ataque ocorre dois meses após um grande incidente que desviou mais de R$ 1 bilhão da C&M Software, que integra bancos ao Banco Central.
- A Sinqia isolou o ambiente Pix e desconectou-o do Banco Central enquanto investiga o ataque e trabalha na reconstrução dos sistemas afetados.
- O Banco Central ainda não se manifestou sobre o incidente.
O sistema financeiro nacional foi novamente alvo de um ataque cibernético, desta vez atingindo a Sinqia, uma empresa de tecnologia que oferece serviços de banking as a service. Na sexta-feira, 29 de setembro, a Sinqia detectou atividades suspeitas em seu ambiente Pix, confirmando que foi alvo de um ataque. A empresa não revelou quantas instituições financeiras foram afetadas, mas afirmou que o número é limitado e não divulgou valores desviados.
Esse incidente ocorre apenas dois meses após um dos maiores ataques hackers da história do Brasil, que desviou mais de R$ 1 bilhão e teve como alvo a C&M Software, responsável por integrar bancos ao Banco Central. A Sinqia enfatizou que o problema se restringe ao ambiente Pix, sem evidências de comprometimento de outros sistemas ou dados pessoais.
Medidas de Segurança
A Sinqia isolou o ambiente Pix de seus outros sistemas e desconectou-o do Banco Central enquanto investiga o ataque. A empresa está trabalhando na reconstrução dos sistemas afetados em um novo ambiente, que contará com monitoramento e controles aprimorados. Assim que a reconstrução for concluída, o Banco Central revisará e aprovará o sistema antes de sua reativação.
A Sinqia, adquirida pela empresa porto-riquenha Evertec em 2023, possui cerca de mil clientes e, em 2022, reportou uma receita líquida de R$ 616,5 milhões. O CEO Claudio Prado expressou, em entrevista, a ambição de alcançar R$ 1 bilhão em receitas. O Banco Central ainda não se manifestou sobre o ataque à Sinqia até o fechamento desta matéria.
A crescente preocupação com a segurança cibernética no Brasil é evidente, especialmente após o ataque à C&M Software, que expôs fragilidades no combate a fraudes. O sistema do Pix, no entanto, continua operando normalmente, sem interrupções.
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