- Andrew Forrest, fundador da Fortescue Metals, investe no Ceará, Brasil, para produzir hidrogênio verde.
- O investimento pode chegar a 18 bilhões de dólares e visa impulsionar a industrialização da região.
- A Fortescue assinou um pré-contrato para a produção no Complexo do Pecém, próximo a Fortaleza.
- Forrest defende a eliminação total do uso de combustíveis fósseis até 2030 nas operações australianas da empresa.
- A Fortescue também está desenvolvendo tecnologias limpas e um navio de carga movido a amônia, que será apresentado na COP30 em Belém.
Andrew Forrest, bilionário australiano e fundador da Fortescue Metals, está fazendo um investimento significativo no Brasil, especificamente no Ceará, para a produção de hidrogênio verde. Apesar das críticas de analistas financeiros, que rotulam sua estratégia como “fantasia verde”, Forrest mantém sua visão de transformar sua empresa em uma líder na luta contra a crise climática.
A Fortescue já assinou um pré-contrato para a produção de hidrogênio verde no Complexo do Pecém, próximo a Fortaleza, com um investimento que pode chegar a 18 bilhões de dólares. Este projeto não apenas promete impulsionar a industrialização do Ceará, mas também posiciona o Brasil como um potencial líder na produção e exportação desse tipo de energia. Max Quintino, presidente do Complexo, destaca que a presença da Fortescue atrai novas cadeias produtivas e contribui para as metas climáticas do país.
Forrest, que já viu sua fortuna pessoal encolher para 25 bilhões de dólares, defende uma abordagem radical em relação às emissões de carbono. Ele critica o conceito de “net zero”, propondo o que chama de “real zero”, que implica em eliminar completamente o uso de combustíveis fósseis até 2030 nas operações australianas da empresa. A Fortescue, uma das maiores mineradoras de ferro do mundo, está se reestruturando para se tornar uma força no setor de energias renováveis, com investimentos em usinas solares e tecnologias de controle de emissões.
A empresa também está desenvolvendo uma subsidiária focada em engenharia e tecnologias limpas, além de um navio de carga movido a amônia, que será apresentado na COP30 em Belém. A mudança de foco da Fortescue é vista com ceticismo por alguns investidores, que prefeririam uma gestão mais tradicional, mas Forrest acredita que a transição para uma economia verde é urgente e necessária.
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