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Bolsas globais apresentam variações com alta da Alibaba e queda da BYD

Mercados internacionais reagem a dados mistos da China e tensões comerciais; Alibaba se destaca, enquanto BYD enfrenta queda de lucro

Ações da Alibaba sobem 18% em Hong Kong após resultados financeiros e anúncio de chip de inteligência artificial (Foto: Reprodução)
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  • As bolsas internacionais começaram setembro em terreno misto, refletindo a volatilidade dos mercados financeiros.
  • O índice Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,17%, impulsionado por um aumento de 18,58% nas ações da Alibaba, após resultados positivos no segundo trimestre.
  • As ações da montadora BYD caíram quase 8% devido a uma queda de 30% no lucro líquido do segundo trimestre, totalizando 6,36 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 891 milhões).
  • Na China continental, o índice CSI 300 avançou 0,6%, enquanto o PMI oficial ficou em 49,4, indicando contração. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,24%.
  • Na Europa, as ações da Novo Nordisk subiram 3% após dados clínicos favoráveis de seu medicamento Wegovy.

As bolsas internacionais começaram setembro em terreno misto, refletindo a volatilidade dos mercados financeiros. Nesta segunda-feira, 1º, os investidores analisaram dados econômicos da China e as tensões comerciais entre os EUA e a China. O índice Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,17%, impulsionado por um aumento de 18,58% nas ações da Alibaba, após resultados positivos no segundo trimestre, que destacaram o crescimento da unidade de computação em nuvem.

Por outro lado, as ações da montadora BYD caíram quase 8% após a empresa reportar uma queda de 30% no lucro líquido do segundo trimestre, totalizando 6,36 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 891 milhões). A companhia atribuiu a queda à intensa competição no mercado de veículos elétricos, embora a receita tenha crescido 14% em relação ao ano anterior, alcançando 201 bilhões de yuans.

Dados Econômicos e Impactos

Na China continental, o índice CSI 300 avançou 0,6%, impulsionado por indicadores de atividade industrial. O PMI oficial ficou em 49,4 em agosto, ainda em contração, enquanto o índice privado RatingDog surpreendeu, subindo para 50,5, indicando leve expansão. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,24%, pressionado por perdas em fabricantes de semicondutores. Na Europa, os índices abriram em alta moderada, com o Stoxx 600 subindo 0,33%.

As ações da Novo Nordisk avançaram 3% após a divulgação de dados clínicos favoráveis de seu medicamento Wegovy, que superou o rival Mounjaro, da Eli Lilly, na redução de riscos cardiovasculares. Essa notícia trouxe otimismo ao setor de saúde, mesmo com o governo dinamarquês reduzindo sua projeção de crescimento para o ano.

Expectativas para o Federal Reserve

Os mercados americanos permaneceram fechados devido ao feriado do Labor Day, mas os futuros operavam em leve alta. Na sexta-feira, o S&P 500 caiu 0,64%, enquanto o Nasdaq recuou 1,15%. Apesar disso, agosto terminou positivo para os índices, com o Dow subindo 3% e o S&P 500 2%. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 2,9% em julho, o maior nível desde fevereiro, o que pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre cortes de juros.

As tensões comerciais também voltaram a ser um foco, especialmente após um tribunal considerar ilegais algumas tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Empresas como a Caterpillar alertaram sobre perdas potenciais de até US$ 1,8 bilhão devido a essas tarifas, impactando suas ações. A concorrência no setor de tecnologia também se intensificou, com a Nvidia enfrentando quedas após a Alibaba anunciar o desenvolvimento de um chip de inteligência artificial mais avançado.

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