- O dólar fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,4391, após um mês de desvalorização.
- O mercado opera com baixa volatilidade, influenciado pelo feriado nos Estados Unidos e pela agenda esvaziada no Brasil.
- As projeções de inflação para 2025 caíram pela 14ª semana consecutiva, com a expectativa para o IPCA reduzida de 4,86% para 4,85%.
- O PIB do Brasil será divulgado na terça-feira, com previsão de crescimento desacelerado para 0,3% no segundo trimestre.
- O governo brasileiro busca diálogo sobre tarifas comerciais com os Estados Unidos, enquanto o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal pode impactar as relações bilaterais.
O dólar encerrou o dia em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,4391, após um mês anterior de forte desvalorização. O movimento ocorreu em um cenário de baixa volatilidade, influenciado pelo feriado nos Estados Unidos e pela agenda esvaziada no Brasil.
As projeções de inflação para 2025 também apresentaram recuo pela 14ª semana consecutiva, conforme o Relatório Focus do Banco Central. A expectativa para o IPCA caiu de 4,86% para 4,85%, enquanto a mediana para o câmbio foi ajustada de R$ 5,59 para R$ 5,56.
Expectativas Econômicas
Os investidores aguardam a divulgação do PIB do Brasil, marcada para terça-feira, com previsões de crescimento desacelerado para 0,3% no segundo trimestre, em comparação com a expansão de 1,4% do primeiro trimestre. A política monetária restritiva, com a Selic mantida em 15% ao ano, visa controlar a inflação, que deve retornar à meta de 3%.
Nos Estados Unidos, a atenção se volta para o relatório de emprego de agosto, que será publicado na sexta-feira. O mercado estima uma probabilidade de 98% de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na próxima reunião do Federal Reserve.
Relações Brasil-EUA
Além disso, o impasse comercial entre Brasil e EUA continua a ser um fator de influência no mercado. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca dialogar sobre a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros. A semana também marca o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, um evento que pode gerar tensões nas relações bilaterais.
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