- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou uma reunião virtual dos líderes do Brics para discutir as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira, 8 de setembro, com o objetivo de fortalecer o multilateralismo em resposta ao protecionismo.
- As tarifas, implementadas pelo ex-presidente Donald Trump em julho, afetam diretamente a economia brasileira.
- Além das tarifas, os líderes discutirão temas como a guerra na Ucrânia e a conferência mundial sobre o clima, a COP30, que acontecerá em Belém em novembro.
- O governo brasileiro também considera retaliações e já solicitou consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para negociar as sanções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião virtual dos líderes do Brics para discutir as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira, 8, e visa fortalecer o multilateralismo em resposta ao protecionismo global.
As tarifas, que afetam diretamente a economia brasileira, foram implementadas pelo ex-presidente Donald Trump em julho, em meio a tensões comerciais. O Brasil, além de enfrentar tarifas elevadas, também lida com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que começa na terça-feira. A situação gera incertezas e pode intensificar os ataques de Trump ao país.
Durante a reunião, Lula pretende abordar não apenas as tarifas, mas também a necessidade de uma resposta conjunta entre as principais economias emergentes. Os Estados Unidos estabeleceram tarifas diferenciadas para cada país do Brics, dificultando um consenso em torno de uma declaração conjunta. O governo brasileiro busca evitar que o encontro se transforme em uma cúpula antiamericana.
Contexto Internacional
A cúpula do Brics ocorrerá após encontros entre líderes, incluindo o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. A relação entre Modi e Trump, que se deteriorou recentemente, pode facilitar uma posição mais unificada do bloco contra as tarifas. A Índia também enfrenta tarifas de 50% sobre seus produtos nos EUA, o que a coloca em uma situação semelhante à do Brasil.
Além das tarifas, os líderes discutirão outros temas relevantes, como a guerra na Ucrânia e a conferência mundial sobre o clima, a COP30, que acontecerá em Belém em novembro. O Brics busca, assim, fortalecer o comércio entre seus membros e ampliar o uso de moedas locais, uma estratégia que preocupa a administração americana.
O governo brasileiro também considera retaliações com base na Lei de Reciprocidade e já solicitou consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para negociar as sanções. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) liderará uma missão empresarial a Washington em setembro, buscando abrir canais de diálogo e reverter as taxas adicionais sobre produtos brasileiros.
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