- A Nova Zelândia permitirá a compra de imóveis por investidores estrangeiros com golden visas a partir do final deste ano.
- O valor mínimo para aquisição será de NZ$ 5 milhões (aproximadamente US$ 3 milhões).
- A medida visa atrair capital e estimular a economia local, após anos de restrições.
- O primeiro-ministro Christopher Luxon afirmou que a mudança tornará o país mais competitivo para investidores de alto patrimônio.
- Atualmente, existem cerca de 7.000 casas no país avaliadas acima de NZ$ 5 milhões, representando apenas 0,4% do total de moradias.
A Nova Zelândia anunciou uma mudança significativa em sua política de compra de imóveis por estrangeiros. A partir do final deste ano, investidores estrangeiros que possuírem golden visas poderão adquirir propriedades no valor mínimo de NZ$ 5 milhões (aproximadamente US$ 3 milhões). Essa decisão visa atrair capital e impulsionar a economia local, após anos de restrições que mantiveram compradores internacionais fora do mercado.
Desde 2018, a Nova Zelândia impôs limitações à compra de imóveis por estrangeiros, com o objetivo de conter a especulação imobiliária e facilitar o acesso de compradores locais. O primeiro-ministro Christopher Luxon destacou que a medida busca tornar o país mais competitivo na atração de investidores de alto patrimônio líquido. “Queremos fazer nossa economia crescer”, afirmou Luxon em comunicado.
O programa de golden visa, relançado há cinco meses, oferece residência em troca de investimentos significativos. Até agosto, foram registradas 308 solicitações, representando um potencial investimento de NZ$ 1,9 bilhão. A maioria dos solicitantes é oriunda dos Estados Unidos. A mudança na legislação, que ainda precisa ser aprovada, representa uma isenção às regras que restringiram a compra de imóveis por estrangeiros.
Impacto no Mercado Imobiliário
A nova política poderá impactar o mercado imobiliário, embora especialistas afirmem que a acessibilidade para os neozelandeses não deve ser significativamente afetada. Kelvin Davidson, economista-chefe da consultoria Cotality, indicou que a mudança pode não alterar os preços das casas locais, que já enfrentam um período de estagnação.
Atualmente, existem cerca de 7.000 casas na Nova Zelândia avaliadas acima de NZ$ 5 milhões, representando apenas 0,4% do total de moradias. A maioria dessas propriedades está concentrada em Auckland e Queenstown, com apenas uma fração disponível para venda a cada ano.
A decisão do governo reflete uma tentativa de equilibrar a atração de investimentos estrangeiros e a necessidade de proteger o mercado local, uma questão que gerou debates acalorados desde a implementação das restrições em 2017.
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