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PF apresenta provas sobre esquema de R$ 119 bilhões envolvendo fintechs do crime organizado

Polícia Federal desmantela esquema de lavagem de dinheiro com movimentações de R$ 119 bilhões e ligações ao crime organizado.

Policiais e agentes da Receita Federal participam da operação Tai PAN, investigando sistema financeiro de fintechs ligadas ao crime organizado (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Operação Tai Pan, deflagrada em novembro de 2024.
  • O esquema movimentou R$ 119 bilhões e resultou na prisão de 16 pessoas.
  • Os investigadores identificaram o uso de empresas de fachada e laranjas para ocultar a origem dos recursos.
  • A operação cumpriu 39 mandados de busca e apreensão e sequestrou bens de 34 alvos, incluindo nove operadoras de criptomoedas e três fintechs.
  • O empresário chinês Tao Li, já investigado em outra operação, estava entre os presos e utilizava uma rede de empresas para realizar transações ilícitas.

A Polícia Federal (PF) desmantelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Operação Tai Pan, deflagrada em novembro de 2024. O esquema, que movimentou R$ 119 bilhões, envolvia fintechs e criptomoedas, com a prisão de 16 pessoas.

Os investigadores identificaram o uso de empresas de fachada e laranjas para ocultar a origem dos recursos. O delegado Guilherme Alves Siqueira destacou que a magnitude das movimentações forçou a PF a focar nas contas mais relevantes, dada a complexidade da análise. As operações se estendiam a países como Estados Unidos, China, Panamá e Argentina.

A operação cumpriu 39 mandados de busca e apreensão e sequestrou bens de 34 alvos, incluindo nove operadoras de criptomoedas e três fintechs. Entre os presos, estava o empresário chinês Tao Li, que já havia sido investigado na Operação Dollaro Bucato II. Ele utilizava uma rede de empresas para realizar transações ilícitas, frequentemente utilizando o USDT, uma stablecoin, para facilitar a movimentação de valores.

Estrutura do Esquema

O esquema funcionava com a seleção de CNPJs para abrir contas em bancos de câmbio. Os valores eram movimentados por diversas empresas até serem enviados para offshores ou corretoras no exterior. A PF identificou que as transações eram realizadas sem controle estatal, permitindo a lavagem de dinheiro de atividades criminosas.

Os acusados cobravam taxas superiores às de instituições financeiras regulares, atraindo clientes interessados na anonimização de transações ilícitas. A PF também encontrou indícios de que o grupo utilizava uma rede de padarias e restaurantes para lavar dinheiro.

Conexões Criminosas

A investigação revelou que Tao Li mantinha relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme diálogos interceptados. O esquema incluía a simulação de importações fictícias para justificar remessas ao exterior, utilizando documentos falsos.

Além disso, a PF descobriu que a empresa de Li estava envolvida em triangulações financeiras com empresas nos Estados Unidos e no Panamá. A complexidade do esquema e a utilização de criptomoedas tornaram a operação um desafio para os órgãos de controle, evidenciando a necessidade de um combate mais eficaz à lavagem de dinheiro e à evasão fiscal.

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