- A economia brasileira deve desacelerar no segundo trimestre de 2024, com crescimento projetado entre 0,2% e 0,5%.
- O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados oficiais em 2 de outubro.
- O crescimento de 1,4% no primeiro trimestre foi impulsionado por uma supersafra agropecuária e forte consumo das famílias.
- O setor de serviços deve manter a atividade econômica, enquanto a indústria enfrentará dificuldades devido a juros altos e aumento da inadimplência.
- Para o terceiro trimestre, espera-se uma leve recuperação, com crescimento projetado de 0,7%, mas o quarto trimestre pode ter PIB próximo de zero ou ligeiramente negativo.
A economia brasileira deve apresentar uma desaceleração no segundo trimestre de 2024, com projeções de crescimento entre 0,2% e 0,5%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados oficiais na próxima terça-feira, 2 de outubro. O crescimento de 1,4% no primeiro trimestre foi impulsionado por uma supersafra agropecuária e forte consumo das famílias.
A expectativa é que o setor de serviços mantenha a atividade econômica, enquanto a indústria deve enfrentar dificuldades. O economista da XP, Rodolfo Margato, prevê um crescimento de 0,3% no PIB, destacando que, apesar de um número mais fraco, alguns fundamentos, como o mercado de trabalho, ainda indicam expansão.
O consumo das famílias pode continuar a crescer, beneficiado pela renda disponível, mas limitado pelo crédito. O setor agropecuário, embora não tenha apresentado resultados ruins, deve registrar uma leve queda em relação ao primeiro trimestre, devido à alta base de comparação. A indústria de transformação é uma das mais afetadas pela política monetária restritiva, com aumento da inadimplência no crédito.
Expectativas para o Futuro
Para o terceiro trimestre, espera-se uma leve recuperação, impulsionada pelo pagamento de precatórios e uma safra recorde de milho. O economista da G5 Partners, Luís Otávio Leal, projeta um crescimento de 0,7% para esse período. No entanto, o quarto trimestre apresenta perspectivas menos otimistas, com a possibilidade de um PIB próximo de zero ou ligeiramente negativo.
As incertezas globais, especialmente em relação às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, também podem impactar a economia. A economista do Ibre/FGV, Juliana Trece, projeta um crescimento de 0,5% no segundo trimestre e 2% ao longo do ano, ressaltando que a incerteza pode afetar as decisões de investimento.
A combinação de juros altos e a desaceleração dos investimentos exigem atenção dos gestores e formuladores de políticas, refletindo um cenário desafiador para a economia brasileira.
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