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Ações do Banco do Brasil caem com mercado atento ao julgamento de Bolsonaro

Ações do Banco do Brasil caem quase 3% em meio a incertezas políticas e temores de sanções dos Estados Unidos sobre a instituição

Banco do Brasil (Foto: Reprodução)
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  • As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram quase 3% em um dia marcado pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Os papéis estavam sendo negociados a R$ 20,51, com desvalorização de 2,75%.
  • Temores de sanções dos Estados Unidos impactaram a instituição, considerada vulnerável a penalidades.
  • Outros bancos, como Bradesco e Itaú, também registraram perdas, enquanto as units do Santander Brasil tiveram leve alta.
  • A desvalorização acumulada do Banco do Brasil no ano chega a 12%, em meio a preocupações com a inadimplência no agronegócio.

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentaram uma queda de quase 3% nesta terça-feira (2), em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O clima de incerteza política e econômica, especialmente em relação a possíveis sanções dos Estados Unidos, impactou diretamente a instituição e o setor bancário brasileiro.

Às 11h15 (horário de Brasília), os papéis do Banco do Brasil eram negociados a R$ 20,51, refletindo uma desvalorização de 2,75%. A queda foi acentuada por temores de que uma condenação de Bolsonaro possa resultar em penalidades que afetem o banco, que é considerado o mais vulnerável a sanções. A consultoria de risco político Eurasia destacou que a Casa Branca já impôs tarifas sobre produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky Global.

Impactos no Setor Bancário

Além do Banco do Brasil, outros grandes bancos também registraram perdas, como Bradesco e Itaú, que caíram 1,52% e 1,01%, respectivamente. Em contraste, as units do Santander Brasil apresentaram leve alta de 0,43%. O cenário de apreensão é amplificado pela possibilidade de que a condenação de Bolsonaro leve a suspensões de vistos para autoridades brasileiras e uma aplicação mais rigorosa da Lei Magnitsky.

Os investidores permanecem cautelosos, uma vez que a desvalorização acumulada do Banco do Brasil no ano já chega a 12%. O desempenho do banco é ainda mais preocupante considerando a inadimplência crescente no agronegócio, setor em que a instituição é o maior financiador. Recentemente, o banco anunciou um plano para mitigar os efeitos da inadimplência, que atualmente soma R$ 2,73 bilhões.

Cenário de Incertezas

A volatilidade das ações do Banco do Brasil reflete um ambiente de incertezas, onde qualquer nova informação sobre o julgamento de Bolsonaro pode impactar ainda mais o valor de mercado das instituições financeiras. A situação atual acendeu um sinal vermelho para os bancos, que enfrentam o risco de cumprir ordens do STF que podem resultar em multas ou impactos diretos nos negócios internacionais.

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