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Fazenda revisa projeção do PIB de 2025 e aponta viés de baixa para 2,5%

Projeção do PIB brasileiro para 2025 é revisada para 2,5% com viés de baixa devido à desaceleração econômica e política monetária restritiva

Foto: Reprodução
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  • A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2025, agora com viés de baixa.
  • O crescimento projetado é de 2,5%, após um aumento de 0,4% no segundo trimestre de 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • A revisão é resultado da desaceleração da economia e dos efeitos cumulativos da política monetária.
  • O crescimento do PIB totalizou R$ 3,2 trilhões em valores correntes, refletindo um cenário econômico frágil.
  • Para o terceiro trimestre, a expectativa é de crescimento levemente inferior ao do segundo trimestre, com setores de serviços e indústria apresentando alta, enquanto a agropecuária teve queda de 0,1%.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2025, agora com um viés de baixa. A nova estimativa de crescimento é de 2,5%, após o PIB registrar um aumento de apenas 0,4% no segundo trimestre de 2023, conforme dados do IBGE.

A revisão se deve à desaceleração mais acentuada da economia, que superou as expectativas de julho, e aos efeitos cumulativos da política monetária. A nota técnica da secretaria destaca que o crescimento do PIB totalizou R$ 3,2 trilhões em valores correntes, refletindo um cenário de atividade econômica mais frágil.

Impactos da Política Monetária

A secretaria observou que setores menos sensíveis ao ciclo monetário, como serviços, contribuíram significativamente para a expansão da economia no segundo trimestre. Em contrapartida, setores dependentes de crédito, como a indústria de transformação e a construção, foram mais afetados pela alta das taxas de juros. O consumo das famílias avançou 0,5%, enquanto o do governo caiu 0,6%.

O Copom manteve a taxa de juros em 15% na última reunião, citando um ambiente externo adverso, especialmente devido a políticas comerciais dos Estados Unidos. Apesar da desaceleração nas concessões de crédito, o mercado de trabalho permanece resiliente, o que pode ajudar a impulsionar a atividade econômica.

Expectativas para o Futuro

Para o terceiro trimestre, a secretaria projeta um crescimento do PIB levemente inferior ao do segundo trimestre. A análise do IBGE indica que a alta nos setores de serviços (0,6%) e da indústria (0,5%) compensou a variação negativa da agropecuária, que teve uma queda de 0,1%. Esses dados evidenciam um cenário de crescimento moderado, que pode ser impactado por fatores externos e pela continuidade da política monetária restritiva.

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