- A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA) dos Estados Unidos pediu a suspensão total das importações de carne brasileira.
- A solicitação ocorreu após o aumento das tarifas de importação, que passaram de 26,4% para 76,4%.
- A NCBA argumenta que as tarifas não são suficientes e que o Brasil não cumpre os padrões sanitários exigidos.
- O diretor da NCBA, Kent Bacus, destacou que a moeda brasileira mais fraca permite que o Brasil absorva a tarifa e continue exportando carne.
- A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) prevê perdas de até US$ 1 bilhão nas exportações devido à nova tarifa.
A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA) dos Estados Unidos solicitou ao governo americano a suspensão total das importações de carne brasileira. A medida ocorre após o aumento das tarifas sobre a carne do Brasil, que saltaram de 26,4% para 76,4%. A NCBA argumenta que as tarifas atuais não são suficientes para conter as importações e que o Brasil não atende aos padrões sanitários exigidos.
O diretor da NCBA, Kent Bacus, expressou preocupações em uma carta ao Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), afirmando que a moeda brasileira mais fraca e os custos de produção reduzidos permitem que o Brasil absorva a tarifa e continue a exportar carne bovina. A USTR realizará uma audiência sobre práticas comerciais do Brasil, onde a NCBA se inscreveu para apresentar suas reivindicações.
Bacus destacou que, embora a NCBA aprecie o aumento das tarifas, acredita que novas restrições são necessárias até que o Brasil prove a equivalência em segurança alimentar e saúde animal. Ele também criticou a dificuldade de acesso da carne americana ao mercado brasileiro, afirmando que a falta de responsabilidade nas práticas de produção pode afetar a confiança do consumidor americano.
Impactos Econômicos
A nova tarifa deve impactar significativamente as exportações brasileiras. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) prevê uma queda acentuada nas vendas, com perdas estimadas em US$ 1 bilhão. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, classificou a nova taxa como “inviável” para as exportações.
Por outro lado, a Meat Import Council of America (Mica), que representa importadores de carne, defende os produtos brasileiros. O diretor Michael Skahill afirmou que os EUA dependem da carne brasileira para a produção de carne moída e hambúrgueres, essenciais para o mercado americano. Ele ressaltou que as aparas bovinas magras importadas são fundamentais para atender à demanda interna, já que a produção nacional não é suficiente.
A situação continua a evoluir, com a NCBA pressionando por medidas mais rigorosas e a USTR avaliando as alegações de práticas comerciais desleais.
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