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Petróleo registra queda superior a 2% com aumento da oferta da Opep+

Contratos futuros de petróleo caem mais de 2% com possibilidade de aumento de produção pela Opep+ e tensões entre EUA e Rússia aumentam incertezas

Bomba de óleo em operação na região de Loco Hills, Novo México, em 6 de abril de 2023 (Foto: Reprodução)
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  • Os contratos futuros de petróleo caíram mais de 2% em três de setembro, com o petróleo WTI para outubro fechando a $ 63,97, uma queda de 2,47%, e o Brent para novembro a $ 67,60, com desvalorização de 2,23%.
  • A Opep+ está considerando aumentar a produção, o que gera preocupações sobre um possível excesso de oferta no mercado global.
  • A reunião da Opep+ está marcada para domingo, sete de setembro, e fontes indicam que o cartel pode decidir aumentar a produção para recuperar participação de mercado.
  • A situação geopolítica entre os Estados Unidos e a Rússia continua tensa, com o presidente russo, Vladimir Putin, disposto a se reunir com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, mas impondo condições.
  • As sanções à Rússia têm impactado o mercado de petróleo, com aumento nas compras do petróleo russo Urals por parte da China e da Índia.

Os contratos futuros de petróleo registraram uma queda superior a 2% nesta quarta-feira, 3, em meio a relatos de que a Opep+ está considerando um aumento na produção. O petróleo WTI para outubro fechou a US$ 63,97, com desvalorização de 2,47%, enquanto o Brent para novembro caiu para US$ 67,60, uma queda de 2,23%.

As preocupações com um possível excesso de oferta no mercado global estão em alta, especialmente após o verão no Hemisfério Norte. A Opep+ se reunirá no próximo domingo, 7, e fontes indicam que o cartel pode decidir aumentar sua produção para recuperar participação de mercado. A TD Securities prevê que essa reversão dos cortes de produção, somada à oferta adicional da Guiana e do Brasil, pressionará ainda mais os preços.

Tensão Geopolítica

Paralelamente, a situação geopolítica entre os Estados Unidos e a Rússia continua a gerar incertezas. O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou disposição para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, mas impôs que a reunião ocorra em Moscou. Putin também confirmou que o ex-presidente americano, Donald Trump, o incentivou a dialogar com Zelenski.

As sanções aplicadas à Rússia têm impactado o mercado de petróleo. Tom Reed, vice-presidente de petróleo e derivados para a China da Argus, observou que os diferenciais de entrega do petróleo russo Urals para a China e Índia caíram, resultando em um aumento nas compras chinesas. As empresas indianas, após uma pausa, retomaram as aquisições de Urals, indicando que as tarifas não afetaram as compras como inicialmente previsto.

Expectativas Futuras

O mercado permanece atento aos desdobramentos da Opep+ e à evolução das negociações entre Rússia e Ucrânia. A possibilidade de novas sanções a Moscou, caso as tratativas de paz não avancem, continua a ser um fator de pressão sobre os preços do petróleo. A expectativa é que os próximos dias tragam mais clareza sobre a direção do mercado e as implicações geopolíticas.

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