- Thiago Hering deixará o cargo de CEO da Hering ao final deste mês, conforme anunciado em um fato relevante da companhia.
- Gustavo Fonseca, com mais de dez anos de experiência no Grupo Soma, liderará um comitê de transição.
- A consultoria Heartman House foi contratada para acelerar o crescimento da marca Hering, que registrou R$ 1,25 bilhão em receita bruta no primeiro semestre, com crescimento de 13% em relação ao ano anterior.
- A saída de Hering marca o fim da gestão familiar na marca, fundada em mil oitocentos e oitenta.
- A relação entre Hering e Alexandre Birman, CEO da Azzas 2154, se deteriorou devido a problemas de estoques e planejamento, impactando os resultados do segundo trimestre.
Em mais uma reestruturação na Azzas 2154, Thiago Hering deixará o cargo de CEO da Hering ao final deste mês. A decisão foi anunciada em um fato relevante da companhia, que também informou a formação de um comitê de transição liderado por Gustavo Fonseca, um executivo com mais de 10 anos de experiência no Grupo Soma.
A consultoria Heartman House foi contratada para acelerar o crescimento da marca Hering, que, no primeiro semestre, registrou uma receita bruta de R$ 1,25 bilhão, com um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. A unidade Basic, que abriga a Hering, representa 18% do total do grupo. A saída de Hering marca o fim da gestão familiar direta na marca, que foi fundada em 1880.
A relação entre Thiago Hering e Alexandre Birman, CEO da Azzas, vinha se deteriorando, especialmente após problemas com estoques e planejamento que impactaram os resultados do segundo trimestre. A saída de Hering é considerada inesperada, ao contrário das mudanças já previstas entre Birman e Roberto Jatahy.
Mudanças na Liderança
A Azzas 2154 tem enfrentado um turnover significativo em sua liderança desde a fusão entre Arezzo e Grupo Soma, ocorrida em agosto de 2024. Além de Hering, Filipe Albuquerque, diretor executivo de negócios, também deixará a companhia. As tensões entre os executivos refletem diferenças sobre autonomia e estilo de gestão.
A saída de Hering se junta a outras mudanças notáveis, como a saída de Rony Meisler, fundador da Reserva, e Luciana Wodzik, ex-CEO da unidade de calçados. A reestruturação gerou preocupações sobre a retenção de talentos e a continuidade operacional da Azzas, especialmente após uma queima de R$ 130 milhões no segundo trimestre.
Analistas do Itaú BBA e do BTG Pactual expressaram cautela em relação ao desempenho da empresa, que enfrenta desafios financeiros e uma queda de 30% nas ações nos últimos doze meses. O mercado aguarda sinais de recuperação e aumento nas vendas, enquanto a Azzas busca estabilizar sua nova estrutura de liderança.
Entre na conversa da comunidade