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Investimento da China no Brasil cresce 100% em 2024 e promete alta em 2025

Investimentos chineses no Brasil crescem 113% em 2024, totalizando US$ 4,18 bilhões, com foco em tecnologia e energia renovável

Presidente Lula visita o presidente Xi Jinping em abril de 2023 (Foto: Reprodução)
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  • Os investimentos chineses no Brasil alcançaram US$ 4,18 bilhões em 2024, um aumento de 113% em relação ao ano anterior.
  • O Brasil se tornou a economia emergente que mais atraiu investimentos chineses, ocupando a terceira posição global.
  • No primeiro semestre de 2024, o Brasil foi o segundo maior destino dos investimentos externos da China, com US$ 2,2 bilhões aplicados, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2023.
  • A diversificação dos setores de interesse inclui tecnologia da informação, indústria manufatureira e energia renovável, enquanto os investimentos em infraestrutura energética e petróleo estão diminuindo.
  • A relação Brasil-China se fortalece em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, com oportunidades em petróleo, gás e minerais estratégicos como lítio e níquel.

Os investimentos chineses no Brasil atingiram US$ 4,18 bilhões em 2024, um aumento de 113% em relação ao ano anterior, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O Brasil se destacou como a economia emergente que mais atraiu esses aportes, ocupando a terceira posição global.

No primeiro semestre de 2024, o Brasil foi o segundo maior destino dos investimentos externos da China, atrás apenas da Indonésia, com US$ 2,2 bilhões aplicados. Esse valor representa um crescimento de 5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A tendência de crescimento deve continuar, com projeções indicando que o total de investimentos pode superar o de 2024.

Diversificação de Setores

O relatório do CEBC revela uma mudança significativa nos setores de interesse dos investidores chineses. Megaprojetos de infraestrutura energética e petróleo estão diminuindo, enquanto investimentos em tecnologia da informação, indústria manufatureira e energia renovável estão em ascensão. Essa diversificação reflete uma nova estratégia, onde as empresas chinesas buscam não apenas matérias-primas, mas também oportunidades no vasto mercado interno brasileiro.

O setor elétrico continua sendo um dos preferidos, devido à sua regulação estável e leilões constantes. Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC, destaca que as empresas estão investindo em modernização de hidrelétricas e em fontes renováveis, como solar e eólica.

Impactos da Relação Brasil-China

A relação entre Brasil e China se fortalece em um contexto de tensões comerciais com os Estados Unidos. A recente sobretaxa imposta pelo governo americano sobre as exportações brasileiras pode impulsionar ainda mais os investimentos chineses. A aproximação entre Brasil e China é vista como uma oportunidade para parcerias e cooperação tecnológica.

O CEBC aponta duas áreas promissoras para os investimentos futuros: o setor de petróleo e gás, que ainda demanda grandes quantidades de matérias-primas, e a produção de minerais estratégicos, como lítio e níquel. A criação de um marco regulatório específico para esses minerais pode atrair ainda mais investimentos, gerando empregos e desenvolvimento local.

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