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Itaú BBA reduz preço-alvo para BBAS3 e alerta sobre pressão no setor agrícola

Itaú BBA reduz preço-alvo das ações do Banco do Brasil e prevê lucros pressionados e aumento nas despesas com provisões até 2026

Banco do Brasil em uma imagem institucional (Foto: Reprodução)
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  • As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 26% em 2023.
  • O Itaú BBA reduziu o preço-alvo das ações de R$ 25 para R$ 23, prevendo lucros pressionados e aumento nas despesas com provisões.
  • A deterioração da carteira de crédito, especialmente em pequenas e médias empresas e pessoas físicas, é uma preocupação crescente.
  • O Itaú BBA estima que as despesas com provisões cheguem a R$ 56 bilhões em 2026, devido à desaceleração econômica e à alta da Selic.
  • A previsão de crescimento da carteira de crédito foi ajustada de 7,5% para 4,5% para 2025, com um crescimento modesto de 6% em 2026.

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) enfrentam um cenário desafiador, acumulando uma queda de 26% em 2023. O Itaú BBA recomenda cautela, reduzindo o preço-alvo das ações de R$ 25 para R$ 23, prevendo lucros pressionados e aumento nas despesas com provisões. A deterioração da carteira de crédito é um dos principais fatores que influenciam essa revisão.

Os analistas do Itaú BBA, liderados por Pedro Leduc, destacam que a visibilidade dos lucros do banco permanece baixa, mesmo para os investidores mais otimistas. Eles alertam que, apesar de um potencial de alta de 13% em relação ao fechamento de quarta-feira, a situação exige paciência, pois os lucros devem continuar pressionados nos próximos trimestres.

Desafios no Setor de Crédito

A deterioração da carteira de crédito, especialmente em segmentos como PMEs e pessoas físicas, é uma preocupação crescente. O Itaú BBA prevê que as despesas com provisões aumentem, especialmente devido à desaceleração macroeconômica e ao ambiente de alta da Selic. A expectativa é que a inadimplência comece a se intensificar no segundo semestre de 2025 e em 2026.

Os analistas também observam que as pressões sobre o custo do crédito não se limitam ao agronegócio, que representa cerca de um terço da carteira total. As margens dos produtores não melhoraram, e a renovação de créditos apresenta riscos significativos de inadimplência. A expectativa é que o Banco do Brasil mantenha altos níveis de provisão, estimando R$ 56 bilhões para o ano fiscal de 2026.

Perspectivas Futuras

O Itaú BBA ajustou suas estimativas de crescimento da carteira de crédito, reduzindo de 7,5% para 4,5% para o ano fiscal de 2025. A previsão para 2026 é de um crescimento modesto de 6%. A abordagem do banco em relação à redução de risco pode resultar em um ponto de partida menor para a carteira de crédito, pressionando a margem financeira líquida e a receita de tarifas.

Os analistas reiteram uma visão cautelosa, prevendo que o ano fiscal de 2026 será marcado por ajustes, com lucros se recuperando lentamente. O Banco do Brasil deve continuar a manter um dividend payout de cerca de 30%, o que, segundo o Itaú BBA, torna o dividend yield de 4-5% menos atrativo em comparação com outros bancos.

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