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Bancos adotam blockchain e prometem revolução no mercado financeiro, afirma Inter

Banco Inter investe em blockchain e tokenização, acreditando que essas tecnologias moldarão o futuro do setor financeiro.

Banco acredita que tokenização seguirá avançando no Brasil (Foto: Reprodução)
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  • Executivos do Banco Inter afirmam que a tokenização e o uso de blockchain são irreversíveis no setor financeiro, apesar das mudanças no Drex do Banco Central.
  • Bruno Grossi, head de Digital Assets, e João Aragão, consultor de tecnologia, destacam a expansão da tokenização de ativos.
  • Grossi considera que o Drex tem aumentado o interesse dos bancos na tecnologia blockchain e que a inovação está transformando o mercado financeiro.
  • O Banco Inter está testando aplicações de blockchain, incluindo a tokenização de recebíveis e commodities, e planeja criar uma stablecoin lastreada em soja.
  • O banco também estuda a implementação de criptografia pós-quântica para proteger seus sistemas em um futuro com computação quântica.

Executivos do Banco Inter afirmam que a tokenização e o uso de blockchain são caminhos sem volta para o setor financeiro, mesmo após as recentes mudanças no Drex, que diminuem a aplicação da tecnologia. Bruno Grossi, head de Digital Assets, e João Aragão, consultor de tecnologia, destacam que a tokenização de ativos deve se expandir, dada sua versatilidade em diversos produtos.

Grossi acredita que o desenvolvimento do Drex pelo Banco Central tem sido crucial para aumentar o interesse dos bancos na tecnologia blockchain. Ele afirma que a inovação já está revolucionando o mercado financeiro e que a acessibilidade a produtos de finanças descentralizadas (DeFi) será ampliada com educação financeira. Aragão, que se juntou ao Inter em 2025, ressalta a alta replicabilidade da tokenização, que pode ser aplicada em áreas como crédito de carbono e biocombustíveis.

Os executivos observam que, apesar da decisão do Banco Central de realizar testes do Drex sem blockchain, isso não deve desestimular os bancos a investirem em soluções cripto. Grossi menciona que o Inter está investindo fortemente em ativos digitais, considerando-os o futuro do mercado. O Drex, segundo ele, atuou como um catalisador para a compreensão da tecnologia entre os bancos.

O Inter tem explorado diversas aplicações de blockchain, participando de testes que incluem a tokenização de recebíveis e commodities. Um dos projetos envolve a criação de uma stablecoin lastreada em soja, que flutua em uma plataforma de Trade Finance. Aragão destaca que a privacidade dos dados será um desafio contínuo, independentemente do uso do Drex.

Além disso, o banco planeja abordar questões além do cripto, como a criação de algoritmos de criptografia pós-quântica, essenciais para proteger sistemas bancários em um cenário de avanço da computação quântica. A necessidade de um planejamento de migração para um sistema híbrido de criptografia é vista como uma prioridade para garantir a segurança do ecossistema financeiro.

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