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China apresenta estratégia para criar cidades inteligentes até 2035

Governo chinês apresenta plano para urbanização até 2035, visando cidades sustentáveis e interconectadas, após crise no setor imobiliário

Urbanização na China com foco em expansão imobiliária e cidades interconectadas e sustentáveis (Foto: Reprodução)
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  • A China lançou um plano até 2035 para transformar suas cidades em ambientes mais habitáveis e sustentáveis.
  • O governo busca reverter problemas financeiros do setor imobiliário, como o colapso da Evergrande.
  • O plano inclui a criação de aglomerados urbanos interconectados, com trens de alta velocidade ligando cidades-polo a centros vizinhos.
  • A modernização da infraestrutura pode custar até R$ 4 trilhões (US$ 560 bilhões) em cinco anos.
  • O projeto Xiong’an, ao sul de Pequim, é um exemplo de investimento em inovação urbana, embora ainda não tenha se consolidado como um polo.

A China inicia uma nova fase em sua urbanização, com um plano ambicioso até 2035 que visa transformar suas cidades em ambientes mais habitáveis e sustentáveis. Após anos de crescimento acelerado e excessos no setor imobiliário, o governo busca reverter os problemas financeiros, como o colapso da Evergrande, antiga gigante do mercado.

O plano, lançado em agosto, propõe a criação de cidades “habitáveis, bonitas, resilientes, civilizadas e inteligentes”. A estratégia inclui a formação de aglomerados urbanos interconectados, onde cidades-polo se ligam a centros vizinhos por meio de trens de alta velocidade. Exemplos como Jingjinji (Pequim-Tianjin) e o Delta do Rio Yangtze (Xangai) já estão em operação.

A expectativa é que esses clusters aumentem a produtividade e impulsionem indústrias de alta tecnologia. Cidades como Hangzhou já utilizam sistemas de inteligência artificial para monitorar trânsito e poluição. Contudo, a implementação do plano enfrenta desafios significativos. A modernização da infraestrutura urbana básica pode custar até 4 trilhões de yuans (US$ 560 bilhões) em cinco anos.

Além disso, os governos locais, que tradicionalmente dependiam da venda de terrenos, precisam encontrar novas fontes de receita. A adaptação climática é outro ponto crítico, com regiões como Pequim enfrentando escassez de água e áreas costeiras vulneráveis a tufões e elevação do nível do mar. O governo está investindo em obras de contenção e projetos de “cidades-esponja” para melhor absorção de chuvas.

Um projeto emblemático é Xiong’an, ao sul de Pequim, que foi anunciado em 2017 como modelo da nova urbanização. Apesar dos investimentos bilionários, a consolidação como polo de inovação ainda não ocorreu. A transformação das cidades chinesas é um desafio complexo, mas o governo está determinado a avançar nessa nova fase de urbanização.

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