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Crescimento das contas-bolsão em fintechs sobrecarrega o Coaf, afirma secretário

Receita Federal intensifica fiscalização sobre fintechs e exige dados retroativos para combater fraudes financeiras no setor

Robinson Barreirinhas anuncia que compartilhará informações sobre operação contra o crime organizado (Foto: Reprodução)
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  • A Receita Federal, liderada pelo secretário Robinson Barreirinhas, intensificará a fiscalização sobre fintechs, focando no uso de “contas-bolsão”.
  • Esse modelo dificulta a rastreabilidade de movimentações financeiras e a supervisão das operações.
  • A Receita solicitará dados retroativos das fintechs desde janeiro e relançou uma norma que exige a entrega da e-Financeira, documento que compila movimentações financeiras de alto valor.
  • Recentemente, operações conjuntas da Receita e da Polícia Federal desmantelaram esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs e fundos de investimento.
  • Barreirinhas destacou a atenção especial à região da Tríplice Fronteira, onde há aumento de crimes financeiros, e uma visita à área está prevista para a próxima semana.

BRASÍLIA – A Receita Federal, sob a liderança do secretário Robinson Barreirinhas, anunciou que irá intensificar a fiscalização sobre fintechs, especialmente em relação ao uso de “contas-bolsão”. Esse modelo, que permite que fintechs operem como titulares de contas em bancos, dificulta a rastreabilidade de movimentações financeiras, tornando a supervisão mais complexa.

Durante uma audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Barreirinhas destacou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não tem conseguido acompanhar o crescimento das operações dessas instituições. Ele afirmou que as fintechs têm utilizado esse sistema para ocultar a identidade dos depositantes, dificultando a identificação de possíveis fraudes.

Ações da Receita Federal

Em resposta a essa situação, a Receita Federal irá solicitar dados retroativos das fintechs, buscando informações sobre movimentações financeiras desde janeiro. Barreirinhas criticou a disseminação de informações falsas que, segundo ele, favoreceram o crime organizado ao limitar a coleta de dados financeiros. A nova instrução normativa, relançada na última sexta-feira, obriga as fintechs a entregar a e-Financeira, um documento que compila movimentações financeiras de alto valor.

Na semana passada, a Receita e a Polícia Federal realizaram operações para desmantelar esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro, revelando que fintechs e fundos de investimento estavam sendo utilizados para ocultar patrimônio de organizações criminosas. Barreirinhas afirmou que as informações coletadas nessas operações foram compartilhadas com o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários.

Foco em Regiões Críticas

O secretário também mencionou que a Receita está atenta à região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, onde há um aumento na movimentação de crimes financeiros. Ele revelou que uma visita à área está prevista para a próxima semana, com o objetivo de intensificar a fiscalização e combater práticas ilícitas.

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