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Milei destaca potencial do cobre para impulsionar a economia argentina

Javier Milei implementa o RIGI para atrair investimentos de US$ 30 bilhões em mineração, destacando a extração de cobre e lítio na Argentina

Vista aérea do salar La Isla, localizado a 3.950 metros acima do nível do mar, próximo à fronteira com a Argentina, na Região de Atacama, Chile (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) para atrair investimentos no setor de mineração.
  • Vinte projetos, com um total superior a US$ 30 bilhões, já buscam benefícios do RIGI, principalmente na extração de cobre.
  • O projeto Vicuna, uma joint venture entre BHP e Lundin, é um dos destaques, com depósitos significativos de cobre na fronteira entre Chile e Argentina.
  • A demanda global por cobre deve crescer, impulsionada pela transição para energias renováveis e pela revolução da inteligência artificial.
  • Apesar do otimismo, analistas alertam para os riscos da volatilidade econômica e a necessidade de um ambiente favorável para investimentos.

Argentina busca revitalizar setor de mineração com novas políticas

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou a implementação do Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), visando atrair investimentos para o setor de mineração. Com a crescente demanda global por cobre e lítio, o governo espera que a mineração se torne um pilar fundamental da economia. Até o momento, 20 projetos, totalizando mais de US$ 30 bilhões, já manifestaram interesse em se beneficiar do RIGI, com a maioria deles focada na extração de cobre.

Milei, que assumiu a presidência em 2023, tem promovido reformas para estabilizar a economia argentina, historicamente marcada por ciclos de instabilidade. O projeto Vicuna, uma joint venture entre BHP e Lundin, destaca-se entre os empreendimentos em potencial. Localizado na fronteira entre Chile e Argentina, o distrito de Vicuna abriga depósitos significativos, com estimativas de 13 milhões de toneladas de cobre medido e 25 milhões de toneladas inferidas.

Expectativas de crescimento

A demanda global por cobre deve aumentar significativamente nos próximos anos, impulsionada pela transição para energias renováveis e pela revolução da inteligência artificial. Segundo a consultoria CRU Group, os projetos de cobre na Argentina podem representar uma oportunidade de US$ 47 bilhões até 2040, comparável ao histórico empréstimo de US$ 44 bilhões do Fundo Monetário Internacional.

Ro Dhawan, CEO do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), descreveu a Argentina como “a história de cobre mais empolgante atualmente”. Ele ressaltou que, embora outros países tenham maior riqueza geológica, a Argentina se destaca por um ambiente político relativamente estável e infraestrutura adequada.

Desafios e riscos

Apesar do otimismo, analistas alertam para os riscos associados à volatilidade econômica do país. Mariano Machado, analista da Verisk Maplecroft, enfatizou que a consistência nas políticas e a aceitação social são cruciais para o sucesso do setor. A oposição política e a possibilidade de ativismo anti-mineração podem representar obstáculos significativos.

A capacidade da Argentina de transformar suas riquezas minerais em um motor econômico dependerá da habilidade do governo em manter um ambiente favorável aos investimentos e em garantir a aceitação da população local.

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