- O Banco Central (BC) anunciou novas regras para o sistema Pix, visando aumentar a segurança das transações.
- As fintechs devem se regularizar até 2026, com limites de capital estabelecidos.
- Instituições que operam sob o modelo Banking as a Service (BaaS) precisam se adequar rapidamente.
- O capital mínimo exigido para prestadores de serviços de tecnologia de informação (PSTIs) será de R$ 15 milhões.
- As novas diretrizes visam garantir um ambiente financeiro mais seguro e eficiente para os usuários.
O Banco Central (BC) anunciou, nesta quinta-feira (5), um novo conjunto de regras para o sistema Pix, visando aumentar a segurança das transações e regularizar fintechs até 2026. As mudanças exigem que instituições que operam sob o modelo BaaS se adequem rapidamente, estabelecendo limites de capital e revisando contratos.
As novas diretrizes impactam diretamente o mercado de pagamentos, embora a maioria dos usuários não perceba alterações imediatas. Segundo o advogado Arthur Lobo, as fintechs não autorizadas terão que se regularizar ou enfrentar limitações severas. O fundador da Ideen, Fábio Magalhães, destaca que apenas instituições dos segmentos S1 a S4 poderão gerenciar transações de fintechs não autorizadas, restringindo a atuação de cooperativas e empresas menores.
Medidas de Segurança
As novas regras incluem um capital mínimo de R$ 15 milhões para prestadores de serviços de tecnologia de informação (PSTIs) e a possibilidade de certificação técnica independente, eliminando a autoavaliação. Lígia Lopes, CEO da Teros, alerta que a segurança do sistema não depende apenas da regulação, mas também da infraestrutura técnica, que deve ser robusta para evitar ataques.
O CEO da fintech TMB, Reinaldo Boesso, observa que o Pix evoluiu para além de um simples meio de pagamento, tornando-se uma infraestrutura essencial para serviços financeiros. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já indicou que novas medidas estão em desenvolvimento, incluindo a regulação de criptoativos e o combate a “contas laranja”.
Futuro do Pix
As mudanças representam um passo significativo para o amadurecimento do Pix, que movimenta bilhões diariamente. O CEO da PagBrasil, Alex Hoffmann, considera a resposta do BC como “cirúrgica e implacável”, enfatizando que as empresas precisam se adequar rapidamente ou serão excluídas do sistema. As novas regras visam garantir um ambiente financeiro mais seguro e eficiente para todos os usuários.
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