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Imóveis comerciais em fachadas de prédios residenciais têm vacância de até 80% em SP

Estudo revela que até 80% das fachadas ativas em São Paulo estão desocupadas, levando incorporadoras a buscar novas parcerias comerciais

Prédio residencial na Rua Domingos de Moraes, na Vila Mariana, com fachada ativa vazia (Foto: Reprodução)
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  • Desde 2014, a legislação de São Paulo incentiva fachadas ativas em edifícios, permitindo espaços comerciais no térreo.
  • Um estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que entre 60% e 80% dessas fachadas estão vazias, especialmente em áreas próximas ao transporte público.
  • Incorporadoras estão buscando parcerias com o varejo e adaptando projetos para aumentar a ocupação.
  • A consultoria CBRE também aponta índices de vacância semelhantes.
  • Empresas como HBR Realty e Idea!Zarvos estão implementando soluções para revitalizar esses espaços, com taxas de ocupação de 85% e 14%, respectivamente.

Desde 2014, a legislação de São Paulo incentiva a construção de fachadas ativas em edifícios, permitindo que espaços comerciais ocupem o térreo. Contudo, um estudo recente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que entre 60% e 80% dessas fachadas estão vazias, especialmente em áreas próximas ao transporte público.

Esse cenário levou incorporadoras a buscar parcerias com o varejo e a adaptar projetos para aumentar a ocupação. A consultoria CBRE também aponta índices de vacância semelhantes. Em resposta à baixa ocupação, a legislação foi alterada no ano passado, permitindo a instalação de vagas de garagem em frente aos comércios, uma demanda antiga do setor.

Urbanistas destacam que a falta de interesse por fachadas ativas pode ser atribuída a legislações anteriores que priorizavam usos residenciais ou comerciais isolados. Apesar de um Plano Diretor que incentivou a construção de fachadas ativas, a realidade é que muitos espaços permanecem desocupados, mesmo em áreas movimentadas.

Na prática, a pesquisa da ACSP indica que apenas 20% dos prédios construídos entre 2016 e 2023 possuem fachadas ativas. Santa Cecília lidera em proporção, com 71%, seguida por Vila Madalena e Perdizes. A vacância é alarmante em bairros como Vila Mariana, onde chega a 80%.

Para enfrentar esses desafios, surgem empresas especializadas na gestão de fachadas ativas. A HBR Realty, por exemplo, criou a ComVem, que implementa pequenos shoppings em térreos de prédios, com uma taxa de ocupação de 85%. Já a Idea!Zarvos foca em parcerias com restaurantes, mantendo uma taxa de vacância de apenas 14%.

Essas iniciativas refletem uma nova abordagem para revitalizar o uso comercial em áreas urbanas, buscando transformar fachadas ativas em espaços dinâmicos e atrativos para o público.

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