- O dólar fechou em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,4179, após três quedas consecutivas.
- O movimento ocorreu em um cenário de cautela, com investidores atentos ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e à inflação nos Estados Unidos.
- Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,403 e R$ 5,448.
- O Banco Central anunciou um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial para estabilizar o mercado.
- O relatório Focus manteve as previsões de câmbio, com a mediana projetada para o dólar em R$ 5,55 ao final de 2025 e R$ 5,60 em 2026.
O dólar encerrou a segunda-feira, 8 de setembro, com uma leve alta de 0,07%, cotado a R$ 5,4179, após três quedas consecutivas. O movimento ocorreu em meio a um cenário de cautela, com investidores atentos ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e à divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos.
Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,403 e R$ 5,448. Apesar do recuo do dólar no exterior, a variação no Brasil foi contida. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, caiu 0,36%, refletindo a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve.
Expectativas do Mercado
Os investidores estão de olho na divulgação do IPCA de agosto e nos dados de inflação que serão apresentados esta semana nos EUA. O relatório de payroll da semana passada mostrou números abaixo do esperado, aumentando as expectativas de que o Fed considere iniciar cortes nas taxas de juros em breve.
O relatório Focus do Banco Central manteve as previsões de câmbio para 2025 e 2026, com a mediana projetada para o dólar ao final deste ano em R$ 5,55. Para o próximo ano, a previsão é de R$ 5,60. As analistas do Morgan Stanley destacaram que uma quebra do real abaixo de R$ 5,40 é possível, mas o ímpeto deve desacelerar.
Ações do Banco Central
O Banco Central anunciou um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025. Essa ação visa estabilizar o mercado cambial em um momento de incertezas políticas e econômicas, especialmente com o julgamento de Bolsonaro e discussões sobre o orçamento eleitoral.
A pressão sobre o dólar também é influenciada pela percepção de risco político e fiscal no Brasil, levando investidores a buscar proteção cambial. O cenário permanece volátil, com a atenção voltada para os desdobramentos políticos e econômicos que podem impactar o mercado nos próximos dias.
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