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Empresas adotam reservas de criptomoedas e impactam o mercado financeiro

MicroStrategy amplia suas reservas de bitcoin e inspira outras empresas a adotarem criptomoedas como ativos de tesouraria

Criptomoedas: criação de reservas corporativas com cripto ganhou força (Foto: Reprodução)
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  • A MicroStrategy aumentou suas reservas de bitcoin para mais de 636 mil unidades, avaliadas em cerca de US$ 70 bilhões.
  • A estratégia de aquisição de criptomoedas, inicialmente criticada, se tornou um modelo de tesouraria para outras empresas.
  • A empresa quase dobrou sua posição em bitcoins no quarto trimestre de 2024, passando de 226.500 para 446.400 unidades em três meses.
  • O ether e a Solana estão sendo considerados como reservas corporativas, com a prática de staking permitindo receita periódica.
  • Apesar das oportunidades, existem riscos, como a volatilidade e a falta de liquidez de algumas criptomoedas.

A MicroStrategy, que começou a adquirir bitcoins em 2020, agora possui mais de 636 mil unidades da criptomoeda, avaliadas em cerca de US$ 70 bilhões. A estratégia, inicialmente criticada, se consolidou como um modelo de tesouraria, atraindo o interesse de outras empresas.

O movimento da MicroStrategy inspirou outras corporações a adotarem criptomoedas como reservas, incluindo ether, Solana e até criptomoedas meme. Matheus Parizotto, analista da Mynt, destaca que a empresa “deu tão certo que virou um manual de tesouraria”. A prática de converter caixa em cripto e reportar indicadores próprios se tornou comum.

No quarto trimestre de 2024, a MicroStrategy quase dobrou sua posição em bitcoins, passando de 226.500 para 446.400 em apenas três meses. Essa aquisição contínua reduz a oferta de bitcoins no mercado, influenciando a liquidez e o sentimento dos investidores. Parizotto observa que o sucesso da MicroStrategy gerou um efeito dominó, levando outras empresas a explorar o uso de criptomoedas como ativos de reserva.

Novas Fronteiras

O ether se destaca como a primeira criptomoeda a ganhar reservas corporativas, utilizando o rendimento via staking. Essa prática permite que empresas capturem receita periódica, reforçando a ideia de “capital produtivo”. A Solana também começa a ser vista como uma opção viável, embora ainda esteja em fase inicial de adoção.

Entretanto, Parizotto alerta para os riscos associados a essa estratégia. A volatilidade dos resultados e a diluição dos investidores são preocupações constantes. Além disso, a nova regra do FASB nos EUA facilita a contabilização de criptomoedas, enquanto normas internacionais ainda tratam esses ativos como intangíveis, criando desvantagens para empresas fora dos EUA.

A adoção de criptomoedas como reservas corporativas ainda enfrenta desafios. Muitas criptomoedas não possuem liquidez suficiente e apresentam governança frágil. O analista ressalta que, embora o bitcoin tenha consolidado o modelo, outras criptomoedas precisam provar sua robustez e escalabilidade para serem consideradas alternativas viáveis a longo prazo.

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