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Investidores apostam na energia nuclear diante da crescente demanda por energia limpa

Investimentos em energia nuclear devem crescer de US$ 1,5 trilhões para US$ 2,2 trilhões até 2025, impulsionados pela demanda global crescente

Usinas nucleares Sizewell A e B operadas pela Electricite de France SA em Sizewell, Reino Unido (Foto: Reprodução)
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  • A demanda por energia, especialmente devido ao crescimento da inteligência artificial, está aumentando o interesse em energia nuclear.
  • Os investimentos no setor nuclear devem crescer de US$ 1,5 trilhões para US$ 2,2 trilhões até 2025, segundo a Morgan Stanley.
  • Durante o simpósio da World Nuclear Association em Londres, a diretora-geral Sama Bilbao y León afirmou que a energia nuclear é uma solução confiável para atender a diversas indústrias.
  • O Reino Unido está avançando na construção de uma nova usina nuclear em Suffolk, com custos que aumentaram de £20 bilhões para £38 bilhões.
  • Apesar do aumento do interesse, desafios financeiros e regulatórios ainda dificultam novos projetos, especialmente nos Estados Unidos.

O aumento da demanda por energia, impulsionado por setores como inteligência artificial (IA), está revitalizando o interesse em energia nuclear. A previsão é que os investimentos no setor nuclear cresçam de US$ 1,5 trilhões para US$ 2,2 trilhões até 2025, segundo estimativas da Morgan Stanley. O cenário foi discutido na última semana durante o simpósio da World Nuclear Association (WNA) em Londres, onde líderes do setor se reuniram para abordar as necessidades energéticas globais.

Sama Bilbao y León, diretora-geral da WNA, destacou que a crescente demanda por eletricidade não se limita à IA, mas se estende a diversas indústrias, como a metalúrgica e a química. A energia nuclear é vista como uma solução confiável, capaz de fornecer energia contínua, ao contrário de fontes renováveis que podem ser intermitentes. A introdução de reatores modulares pequenos (SMRs) promete uma abordagem mais escalável, com um período de retorno sobre o investimento que pode ser reduzido pela metade em comparação com projetos maiores.

Apesar do aumento no interesse, os desafios financeiros e regulatórios permanecem. Nos últimos 15 anos, não houve novos projetos nucleares de grande escala nos Estados Unidos, e a maioria das usinas em operação foi construída entre 1967 e 1990. O financiamento para novos projetos ainda é uma questão delicada, com muitos bancos hesitantes em investir devido a riscos associados, como orçamentos estourados e atrasos na construção.

O governo do Reino Unido, por sua vez, está avançando com a construção de uma nova usina nuclear na costa de Suffolk, que deverá gerar 3,2 gigawatts de eletricidade. No entanto, os custos do projeto aumentaram significativamente, passando de £20 bilhões para £38 bilhões. A incerteza em torno dos custos e prazos de construção continua a ser um obstáculo para o financiamento privado, conforme apontou Mark Muldowney, diretor da BNP Paribas.

Enquanto alguns países europeus, como a Suíça e a Alemanha, permanecem céticos em relação à energia nuclear, outros, como o Reino Unido e a França, estão adotando uma postura mais favorável. A administração do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, implementou medidas para acelerar o desenvolvimento de reatores nucleares, destacando a energia nuclear como uma questão de segurança nacional e competitividade global.

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