- O Itaú Unibanco demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou remoto nesta segunda-feira, 8 de setembro.
- A decisão foi justificada pela baixa produtividade e registros de inatividade nos computadores dos colaboradores.
- O Sindicato dos Bancários criticou a falta de diálogo prévio e a ausência de advertências antes das demissões.
- O banco já havia cortado 518 postos de trabalho nos últimos 12 meses e atualmente cerca de 60% de seus aproximadamente 85 mil funcionários atuam remotamente.
- O Itaú reportou um lucro de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2023, mas enfrenta pressão sobre sua política de trabalho remoto.
O Itaú Unibanco demitiu cerca de mil funcionários que trabalhavam em regime híbrido ou remoto nesta segunda-feira (8). A decisão, justificada pela baixa produtividade, gerou críticas do Sindicato dos Bancários, que denunciou a falta de diálogo prévio.
A instituição financeira, que já havia cortado 518 postos nos últimos 12 meses, afirmou que os desligamentos são parte de uma “revisão criteriosa” das condutas relacionadas ao trabalho remoto. O banco alegou que foram identificados padrões de inatividade nas máquinas dos colaboradores, o que, segundo eles, compromete a relação de confiança com clientes e colaboradores.
O diretor do sindicato, Maikon Azzi, criticou a decisão, afirmando que os funcionários foram dispensados sem advertências e sem a devida comunicação. Ele destacou que a análise de produtividade não considera a complexidade do trabalho remoto e possíveis falhas técnicas. O sindicato já solicitou esclarecimentos ao banco e promete cobrar a reposição das vagas.
O Itaú, que reportou um lucro de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2023, enfrenta pressão crescente sobre sua política de trabalho remoto. Atualmente, cerca de 60% de seus aproximadamente 85 mil funcionários atuam em regime híbrido, enquanto 40% trabalham presencialmente. A situação levanta questões sobre a gestão de recursos humanos e a relação do banco com seus colaboradores.
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