- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em 9 de setembro.
- O encontro ocorreu uma semana após o veto do Banco Central à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
- A transação, que envolvia R$ 23 bilhões em ativos, foi rejeitada após cinco meses de análise.
- Galípolo afirmou que o Banco Master não representa risco ao sistema bancário, mas não detalhou os motivos da rejeição.
- O BRB está avaliando a decisão do Banco Central antes de definir seus próximos passos.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu nesta terça-feira (9) com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para discutir questões institucionais. O encontro ocorreu uma semana após o BC vetar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), após cinco meses de análise da transação, que envolvia R$ 23 bilhões em ativos.
Durante a reunião, que durou cerca de uma hora, também participaram Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, e Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. Ailton participou por videoconferência. Antes desse encontro, os diretores do BC se reuniram com a alta cúpula do BRB para discutir a organização do sistema financeiro.
Galípolo já se encontrou com Vorcaro pelo menos cinco vezes desde o anúncio da aquisição de 58% das ações do Banco Master pelo BRB, em março. O presidente do Banco Central também conversou com líderes do BRB e do BTG Pactual sobre a possível compra da instituição de Vorcaro.
Na última sexta-feira (5), Galípolo afirmou que o Banco Master não apresenta risco ao sistema bancário nacional, mas não detalhou os motivos que levaram à rejeição da transação. Fontes indicam que uma das preocupações do BC foi o risco de sucessão, onde o BRB teria que assumir transações desconhecidas do Banco Master, potencialmente elevando o risco financeiro.
Os ativos que seriam adquiridos pelo BRB pertenciam ao “good bank”, que apresenta menos riscos. No entanto, o Banco Central alertou sobre a possibilidade de o “bad bank”, que contém ativos de maior risco e sem liquidez, afetar negativamente o “good bank”. O BRB ainda está avaliando a decisão do BC antes de definir seus próximos passos.
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