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BofA prevê queda da Selic em dezembro e ações devem se beneficiar com a mudança

Banco Central do Brasil pode reduzir a Selic para 14,5% em dezembro, impactando ações e cortes de juros na América Latina

Foto: Reprodução
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  • O Banco Central do Brasil pode reduzir a taxa Selic em dezembro, conforme previsão do Bank of America.
  • A expectativa é de uma queda de 0,5 ponto percentual, levando a Selic a 14,5% ao ano.
  • A mudança pode beneficiar ações conhecidas como bond proxies, que se comportam como títulos de renda fixa.
  • Cortes de juros também são esperados na Colômbia e no México, impulsionados por um dólar mais fraco e a desaceleração das economias dos EUA e da China.
  • No setor de utilities, ações da Sabesp e da Copel são recomendadas, enquanto a Ecorodovias se destaca no setor de transporte.

O Banco Central do Brasil pode iniciar cortes na taxa Selic já em dezembro, segundo previsão do Bank of America (BofA). A expectativa é de uma redução de 0,5 ponto percentual, levando a Selic a 14,5% ao ano. Essa mudança antecipada pode beneficiar ações conhecidas como bond proxies, que se comportam como títulos de renda fixa.

O relatório de empregos dos Estados Unidos sugere que o Federal Reserve deve cortar juros em setembro, enquanto fatores internos no Brasil, como a inflação e a atividade econômica, estão se movendo em direção a uma política monetária mais branda. O BofA acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) já realizou o último aumento de juros deste ciclo, prevendo que a Selic chegue a 11,25% até o final de 2026.

Expectativas para a América Latina

Além do Brasil, cortes de juros são esperados em outros países da América Latina, como Colômbia e México. O BofA aponta que um dólar americano mais fraco e a desaceleração das economias dos EUA e da China podem contribuir para essa tendência. A inflação global deve ser contida por produtos chineses mais baratos nos mercados emergentes.

Os analistas do BofA projetam uma redução de 125 pontos-base na taxa do Fed até 2026. No Brasil, a Selic atual de 15% resulta em uma taxa real de 11%, enquanto na Colômbia e no México, as taxas reais são de 6,25% e 4,25%, respectivamente. Esses números indicam espaço para cortes significativos nos próximos anos.

Setores em Destaque

No setor de utilities, o BofA recomenda ações da Sabesp e da Copel, com crescimentos robustos projetados. A Eneva é vista como beneficiária das necessidades de capacidade térmica, enquanto a Eletrobras está exposta ao aumento do prêmio associado à geração hidrelétrica.

No setor de transporte, a Ecorodovias é destacada pela melhor relação risco-retorno. A Rumo enfrenta desafios após uma queda de 12% em agosto, enquanto Motiva apresenta valuation esticado. No setor de shoppings, a Iguatemi é preferida, com um desconto significativo em relação à Multiplan.

No segmento de telecomunicações, a Vivo e a TIM se destacam, com crescimento de 8% e 10% no último mês, respectivamente. O fluxo de caixa projetado para 2026/27 é de 10% a 11%, refletindo a diversificação de receitas e a menor exposição a serviços pré-pagos.

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