- O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, Pix, foi defendido por Roberto Campos Neto em reunião em Washington.
- O encontro ocorreu durante um fórum promovido pelo Lide, com a presença de Michael Jensen, supervisor-chefe de política para a América Latina do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
- A investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) alega que o Pix pode representar práticas comerciais desleais que afetam empresas americanas.
- Campos Neto destacou que o Pix realiza 290 milhões de transações diárias e ressaltou a importância de inovações financeiras.
- O resultado da investigação pode resultar em novas sanções contra o Brasil.
Um dos principais alvos de uma investigação dos Estados Unidos, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, foi defendido por Roberto Campos Neto em reunião em Washington. O ex-presidente do Banco Central e atual vice-presidente do Nubank se reuniu com Michael Jensen, supervisor-chefe de política para a América Latina do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, durante um fórum promovido pelo Lide.
A investigação, conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), surgiu após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo ex-presidente Donald Trump. O USTR alega que o Pix pode representar práticas comerciais desleais que afetam empresas americanas. O resultado dessa investigação pode resultar em novas sanções contra o Brasil.
Durante o encontro, Campos Neto destacou que o Pix já realiza 290 milhões de transações diárias e enfatizou a importância de inovações financeiras, como o open finance e a tokenização. Ele argumentou que o futuro da intermediação financeira será cada vez mais digital e integrado, não apenas no Brasil, mas globalmente.
O sistema foi desenvolvido sob sua gestão no Banco Central, quando foi indicado por Jair Bolsonaro em 2019. Desde então, Campos Neto tem promovido uma agenda de abertura do mercado bancário, embora tenha enfrentado críticas no governo atual por sua suposta proximidade com a administração anterior. Além disso, ele é considerado um potencial candidato a ministro da Fazenda, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dispute e vença a eleição presidencial de 2026.
Entre na conversa da comunidade