- O mercado de ações registrou uma redução nas recompras de ações (buybacks), mas empresas como Wells Fargo e Apple continuam a se destacar.
- O analista da Goldman Sachs, David Kostin, observou que, apesar da desaceleração, empresas com programas agressivos de recompra são recompensadas pelos investidores.
- No primeiro semestre de 2023, as recompras entre as empresas do S&P 500 foram robustas, mas a tendência começou a cair na segunda metade do ano.
- Kostin introduziu o conceito de “buyback aristocrats”, referindo-se a empresas que reduziram sua contagem de ações em pelo menos 1% em nove dos últimos dez anos.
- Jim Cramer, comentarista da CNBC, destacou que a confiança da gestão em suas recompras é um sinal positivo para os investidores, especialmente em tempos de incerteza econômica.
O mercado de ações tem observado uma redução nas recompras de ações (buybacks), mas empresas como Wells Fargo e Apple continuam a se destacar nesse cenário. O analista da Goldman Sachs, David Kostin, ressalta que, apesar da desaceleração, as empresas que mantêm programas agressivos de recompra estão sendo recompensadas pelos investidores.
Em uma análise recente, Kostin destacou que as recompra de ações entre as empresas do S&P 500 foi robusta no primeiro semestre de 2023, colocando o índice em trajetória para um ano recorde de buybacks. No entanto, essa tendência começou a desacelerar na segunda metade do ano, com muitas empresas optando por aumentar seus investimentos em capital em vez de recomprar ações.
Buyback Aristocrats
Kostin também introduziu o conceito de “buyback aristocrats”, referindo-se a empresas que reduziram consistentemente sua contagem de ações em pelo menos 1% em nove dos últimos dez anos. Segundo ele, essas empresas tendem a superar o mercado, especialmente em períodos de desaceleração econômica. Wells Fargo e Apple, que têm reduzido suas ações em cerca de 4% anualmente, são exemplos notáveis dessa categoria.
Jim Cramer, comentarista da CNBC, enfatiza que a confiança da gestão em suas recompra de ações é um sinal positivo para os investidores. Ele acredita que a estratégia de recompra não apenas ajuda a equilibrar a oferta e a demanda no mercado, mas também pode ser um diferencial na escolha de ações. Cramer sugere que, em tempos de incerteza econômica, manter ações de empresas que praticam buybacks pode ser uma estratégia vantajosa.
A análise de Cramer e Kostin indica que, mesmo com a desaceleração geral nas recompra de ações, empresas que continuam a investir nessa prática podem oferecer oportunidades valiosas para os investidores que buscam estabilidade e crescimento a longo prazo.
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