Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Energia nuclear ganha destaque e impulsiona crescimento nos Estados Unidos

Fermi America, de Rick Perry, planeja construir complexo nuclear de 11 gigawatts no Texas, sinalizando renascimento do setor nuclear

Usina nuclear Vogtle na Geórgia, EUA (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • Rick Perry lançou a Fermi America em 4 de julho, com o objetivo de construir o maior complexo de energia nuclear do mundo em Amarillo, Texas.
  • O projeto prevê a construção de reatores nucleares convencionais e pequenos reatores modulares (SMRs), totalizando 11 gigawatts (GW) de capacidade.
  • A energia inicial será gerada por gás natural e solar, enquanto a parceria com a Westinghouse visa construir quatro reatores AP1000.
  • A energia nuclear está ganhando interesse devido à demanda por eletricidade segura, ao interesse de empresas de tecnologia e a novos modelos financeiros que podem melhorar a viabilidade econômica.
  • Nos EUA, a administração Trump propôs aumentar a capacidade nuclear para 400 GW até 2050, e a Comissão Europeia planeja elevar a capacidade nuclear na Europa de 100 GW para até 145 GW até 2050.

Rick Perry, ex-governador do Texas, lançou a Fermi America em 4 de julho, com a ambição de construir o maior complexo de energia nuclear do mundo em Amarillo. O projeto inclui a construção de reatores nucleares convencionais e pequenos reatores modulares (SMRs), com capacidade total de 11 gigawatts (GW). Inicialmente, a energia será gerada por gás natural e solar.

Nos últimos 20 anos, a energia nuclear enfrentou sérios desafios, com atrasos e estouros de orçamento em projetos na Europa e nos EUA. Nenhum reator foi construído dentro do prazo e do orçamento nesse período. No entanto, a parceria entre Fermi e a Westinghouse, anunciada em agosto, visa construir quatro reatores AP1000, sinalizando um possível renascimento do setor.

O otimismo em relação à energia nuclear é impulsionado por três fatores principais. Primeiro, a crescente demanda por eletricidade segura e independente em países ocidentais. Segundo, o interesse de grandes empresas de tecnologia por energia confiável e a preocupação com as emissões. Por fim, novos modelos operacionais e financeiros podem melhorar a viabilidade econômica da energia nuclear.

Nos EUA, a administração Trump propôs aumentar a capacidade nuclear doméstica para 400 GW até 2050. O One Big Beautiful Bill Act, aprovado em julho, oferece incentivos fiscais à indústria. Além disso, estados como Texas e Nova York estão facilitando investimentos em energia nuclear, refletindo uma mudança de atitude em relação à fonte.

Na Europa, a Comissão Europeia planeja aumentar a capacidade nuclear de 100 GW para até 145 GW até 2050. A Alemanha, que anteriormente se opunha à energia nuclear, agora considera classificá-la como “verde”, permitindo que a França construa novas usinas. O governo britânico também avançou com o projeto Sizewell C, que pode custar mais de 38 bilhões de libras (US$ 51 bilhões).

O futuro da energia nuclear parece promissor, com previsões indicando um aumento de mais de 50% na capacidade líquida fora da China e da Rússia até 2050. Startups de fusão nuclear e SMRs estão atraindo investimentos significativos, com empresas como Oklo e TerraPower levantando centenas de milhões de dólares. A combinação de inovação tecnológica e apoio financeiro pode sinalizar uma nova era para a energia nuclear.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais