- Rick Perry lançou a Fermi America em 4 de julho, com o objetivo de construir o maior complexo de energia nuclear do mundo em Amarillo, Texas.
- O projeto prevê a construção de reatores nucleares convencionais e pequenos reatores modulares (SMRs), totalizando 11 gigawatts (GW) de capacidade.
- A energia inicial será gerada por gás natural e solar, enquanto a parceria com a Westinghouse visa construir quatro reatores AP1000.
- A energia nuclear está ganhando interesse devido à demanda por eletricidade segura, ao interesse de empresas de tecnologia e a novos modelos financeiros que podem melhorar a viabilidade econômica.
- Nos EUA, a administração Trump propôs aumentar a capacidade nuclear para 400 GW até 2050, e a Comissão Europeia planeja elevar a capacidade nuclear na Europa de 100 GW para até 145 GW até 2050.
Rick Perry, ex-governador do Texas, lançou a Fermi America em 4 de julho, com a ambição de construir o maior complexo de energia nuclear do mundo em Amarillo. O projeto inclui a construção de reatores nucleares convencionais e pequenos reatores modulares (SMRs), com capacidade total de 11 gigawatts (GW). Inicialmente, a energia será gerada por gás natural e solar.
Nos últimos 20 anos, a energia nuclear enfrentou sérios desafios, com atrasos e estouros de orçamento em projetos na Europa e nos EUA. Nenhum reator foi construído dentro do prazo e do orçamento nesse período. No entanto, a parceria entre Fermi e a Westinghouse, anunciada em agosto, visa construir quatro reatores AP1000, sinalizando um possível renascimento do setor.
O otimismo em relação à energia nuclear é impulsionado por três fatores principais. Primeiro, a crescente demanda por eletricidade segura e independente em países ocidentais. Segundo, o interesse de grandes empresas de tecnologia por energia confiável e a preocupação com as emissões. Por fim, novos modelos operacionais e financeiros podem melhorar a viabilidade econômica da energia nuclear.
Nos EUA, a administração Trump propôs aumentar a capacidade nuclear doméstica para 400 GW até 2050. O One Big Beautiful Bill Act, aprovado em julho, oferece incentivos fiscais à indústria. Além disso, estados como Texas e Nova York estão facilitando investimentos em energia nuclear, refletindo uma mudança de atitude em relação à fonte.
Na Europa, a Comissão Europeia planeja aumentar a capacidade nuclear de 100 GW para até 145 GW até 2050. A Alemanha, que anteriormente se opunha à energia nuclear, agora considera classificá-la como “verde”, permitindo que a França construa novas usinas. O governo britânico também avançou com o projeto Sizewell C, que pode custar mais de 38 bilhões de libras (US$ 51 bilhões).
O futuro da energia nuclear parece promissor, com previsões indicando um aumento de mais de 50% na capacidade líquida fora da China e da Rússia até 2050. Startups de fusão nuclear e SMRs estão atraindo investimentos significativos, com empresas como Oklo e TerraPower levantando centenas de milhões de dólares. A combinação de inovação tecnológica e apoio financeiro pode sinalizar uma nova era para a energia nuclear.
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