- O projeto do Túnel Santos-Guarujá, aguardado há 100 anos, visa melhorar a travessia entre as cidades, que atualmente dependem de balsas.
- O leilão foi vencido pela construtora Mota Engil, que investirá R$ 6,8 bilhões na obra, com início previsto para 2024 e conclusão até 2031.
- O túnel terá 1,5 quilômetro de extensão, com 870 metros submersos, e contará com seis pistas para veículos, ciclovia e passagem para pedestres.
- O contrato prevê uma concessão de 30 anos para construção, operação e manutenção, com investimento público dividido entre os governos federal e estadual, totalizando até R$ 5,14 bilhões.
- A obra enfrentará desafios relacionados ao Porto de Santos e exigirá um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), além de medidas para reassentar famílias afetadas.
Foram 100 anos de espera para o início do projeto do Túnel Santos-Guarujá, que visa melhorar a travessia entre as duas cidades, atualmente dependentes de balsas. O leilão realizado na última sexta-feira, 5, foi vencido pela construtora Mota Engil, que investirá R$ 6,8 bilhões na obra, com previsão de início em 2024 e conclusão até 2031.
O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersos, e incluirá seis pistas para veículos, ciclovia e passagem para pedestres. O projeto é considerado desafiador devido à sua complexidade e à falta de infraestrutura pré-existente. O governador Tarcísio de Freitas destacou que a baixa competitividade no leilão se deve aos riscos associados à obra, que exigiu experiência em projetos similares.
O contrato prevê uma concessão de 30 anos para construção, operação e manutenção do túnel. O investimento público será dividido igualmente entre os governos federal e estadual, com até R$ 5,14 bilhões de aportes públicos. Para garantir a governança do projeto, será criado um Comitê de Prevenção e Solução de Divergências, que atuará na resolução de possíveis controvérsias.
Desafios e Impactos
A obra também enfrentará desafios relacionados ao Porto de Santos, que é crucial para a economia brasileira. O contrato inclui mecanismos para minimizar a paralisação do porto durante a construção. A diretora da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, Raquel Carneiro, ressaltou a importância de uma execução flexível para evitar interrupções.
Além disso, o projeto já possui licença ambiental prévia, mas será necessário realizar um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) completos. A Associação Comunitária do Macuco expressou preocupações sobre os impactos ambientais e as desapropriações, que afetarão 59 edificações em Santos e 717 no Guarujá, incluindo ocupações irregulares.
O governo estadual anunciou a construção de 1,7 mil unidades habitacionais para reassentar as famílias afetadas. A articulação entre os governos federal e estadual foi fundamental para que o projeto finalmente saísse do papel, após um século de espera pela população da Baixada Santista.
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