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Aegea planeja adquirir Copasa enquanto BTG se mobiliza para privatização em MG

A Aegea se interessa pela privatização da Copasa, enquanto governo de Minas Gerais avança com proposta que dispensa referendo popular

Radamés Casseb, CEO da Aegea, participa de seminário organizado pela Esfera Brasil em São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil, demonstrou interesse em assumir a Copasa, estatal de água e esgoto de Minas Gerais.
  • O governo de Minas avança com propostas de privatização, incluindo uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dispensa referendo popular.
  • Radamés Casseb, CEO da Aegea, afirmou que a empresa está disposta a estudar a Copasa com dedicação, semelhante ao que fez na desestatização da Sabesp.
  • A expectativa é que a votação da PEC ocorra ainda em setembro, com o governo prevendo arrecadar mais de R$ 4 bilhões com a venda.
  • A oposição defende a consulta popular antes da privatização, o que pode atrasar o processo. A Perfin e o BTG Pactual também estão envolvidos nas discussões sobre a Copasa.

A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil, manifestou interesse em assumir a Copasa, estatal mineira de água e esgoto, em meio a discussões sobre sua privatização. O governo de Minas Gerais avança com propostas que incluem uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para dispensar o referendo popular, facilitando a venda da companhia.

Radamés Casseb, CEO da Aegea, destacou que a empresa está disposta a estudar a Copasa com a mesma dedicação que teve na desestatização da Sabesp, embora não tenha apresentado proposta no leilão anterior. Ele ressaltou que o mercado de saneamento em Minas Gerais é o maior em número de municípios atendidos e que a Copasa é uma referência no setor.

A proposta de privatização da Copasa ganhou força na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde o governo de Romeu Zema (Novo) busca aprovar a PEC que elimina a necessidade de referendo. A expectativa é que a votação ocorra ainda neste mês, com o projeto de privatização seguindo em breve. O governo estima arrecadar mais de R$ 4 bilhões com a venda.

A oposição, no entanto, defende que a população mineira deve ser consultada antes da privatização, o que poderia atrasar o processo. O presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), alertou que a obrigatoriedade de consulta popular inviabilizaria a desestatização neste ano.

Além disso, o BTG Pactual e a gestora Perfin estão envolvidos nas discussões sobre a Copasa. A Perfin, que já adquiriu ações da estatal, considera a empresa uma boa oportunidade de investimento. A possibilidade de um consórcio entre a Aegea e o BTG também é especulada, dado o histórico de parcerias entre as instituições em processos de privatização.

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