- Os Estados Unidos isentaram a celulose brasileira das tarifas de 10% e da sobretaxa de 40%.
- A medida beneficia 90% das exportações de celulose do Brasil para os EUA.
- Até agosto de 2023, as exportações brasileiras de celulose totalizaram US$ 6,9 bilhões, com um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior.
- A isenção é resultado de esforços de diplomacia entre Brasil e EUA, segundo o Instituto Brasileiro de Árvores (Iba).
- A demanda por celulose nos EUA é impulsionada pela produção de papel e produtos de higiene.
As exportações de celulose do Brasil para os Estados Unidos foram recentemente isentas da tarifa de 10% e da sobretaxa de 40%, conforme uma nova ordem executiva da Casa Branca. A medida, publicada na última sexta-feira, representa um alívio significativo para o setor, que já enfrentava desafios devido a tarifas anteriores.
O Instituto Brasileiro de Árvores (Iba) confirmou que a celulose e seus derivados, que correspondem a 90% das vendas brasileiras para os EUA, estão agora livres dessas tarifas. A celulose de fibra curta, essencial para a produção de papel e produtos de higiene, é o destaque da indústria nacional. Até agosto de 2023, as exportações brasileiras de celulose totalizaram US$ 6,9 bilhões, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Impacto no Setor
A isenção das tarifas é vista como um resultado positivo dos esforços de diplomacia entre Brasil e EUA. Paulo Hartung, presidente da Ibá, ressaltou a importância do diálogo entre os governos e o setor privado. As empresas brasileiras, como Suzano e Eldorado Brasil, se mobilizaram para reverter as tarifas, que impactaram suas operações.
A demanda interna nos EUA por celulose é impulsionada pela necessidade de insumos para produtos como papel higiênico e fraldas. A eliminação das tarifas deve facilitar o abastecimento desse mercado, beneficiando tanto os exportadores brasileiros quanto os consumidores americanos.
Cenário Global
Apesar da queda nos preços globais da celulose, o valor das vendas externas brasileiras cresceu, refletindo um aumento de 15,6% na quantidade exportada. A Suzano, maior produtora de celulose de fibra curta do mundo, tem buscado expandir sua presença no mercado americano, investindo em parcerias estratégicas.
Essas mudanças nas tarifas são um passo importante para fortalecer a posição do Brasil no mercado global de celulose, beneficiando a economia nacional e os produtores locais.
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