- As exportações de Minas Gerais para os Estados Unidos caíram 50,44% em agosto, em comparação com julho.
- O volume exportado passou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,84 milhões, resultando em um déficit de US$ 21 milhões na balança comercial.
- Essa queda é atribuída ao novo tarifaço de até 50% implementado pelo governo de Donald Trump, que começou a valer em 6 de agosto.
- Produtos como café e ferro gusa foram os mais afetados, com quedas de 17,05% e 73,62%, respectivamente.
- A coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Verônica Winter, alertou que os impactos devem aumentar à medida que o mercado se adapta às novas tarifas.
As exportações de Minas Gerais para os Estados Unidos sofreram uma queda acentuada de 50,44% em agosto, em comparação com julho, conforme dados do Centro Internacional de Negócios da Fiemg. O volume exportado despencou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,84 milhões, resultando em um déficit de US$ 21 milhões na balança comercial, o primeiro desde 2018.
Esse cenário é atribuído ao novo tarifaço de até 50% implementado pelo governo de Donald Trump, que entrou em vigor em 6 de agosto. As vendas de produtos como café e ferro gusa foram severamente impactadas, com o café apresentando uma queda de 17,05% e o ferro gusa, que já enfrenta uma tarifa de 10%, registrando um recuo de 73,62%.
Impactos e Antecipações
Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, destacou que o impacto do tarifaço deve se intensificar, uma vez que o mercado internacional ainda se adapta às novas taxas. A antecipação de embarques nos primeiros dias de agosto foi uma estratégia adotada por alguns setores para evitar as tarifas elevadas. Por exemplo, o setor de equipamentos elétricos viu um aumento de 316,19% nas exportações de transformadores e outros produtos.
Essa movimentação ocorreu devido a uma ordem executiva da Casa Branca, que permitiu que mercadorias embarcadas antes de 6 de agosto e desembarcadas nos EUA até 5 de outubro fossem taxadas pela alíquota anterior de 10%. Com a normalização dos embarques, a expectativa é que os resultados de setembro reflitam ainda mais a pressão das novas tarifas.
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