- O Itaú demitiu cerca de mil funcionários no dia 8 de setembro, alegando baixa produtividade no trabalho remoto.
- As demissões ocorreram sem aviso prévio e sem diálogo com os colaboradores.
- O Sindicato dos Bancários criticou a falta de transparência nos critérios de avaliação de desempenho, afirmando que muitos demitidos não sabiam como sua produtividade era monitorada.
- Em resposta, o sindicato anunciou uma ação coletiva buscando a reintegração dos demitidos e reparação por danos morais, contestando os critérios de avaliação utilizados pelo banco.
- A presidente do sindicato, Neiva Ribeiro, destacou que a base de São Paulo foi a mais afetada e que a avaliação de produtividade do Itaú foi questionável.
Cerca de mil funcionários do Itaú foram demitidos na segunda-feira (8), segundo o Sindicato dos Bancários. As dispensas ocorreram sem aviso prévio, com a justificativa de baixa produtividade no trabalho remoto. O banco alegou que os colaboradores apresentaram padrões de atividade digital incompatíveis com os princípios de confiança da instituição.
O sindicato criticou a falta de transparência nos critérios de avaliação de desempenho, afirmando que muitos demitidos não tinham conhecimento sobre como sua produtividade era monitorada. A presidente do sindicato, Neiva Ribeiro, destacou que muitos trabalhadores, inclusive, haviam recebido elogios e bonificações por bom desempenho antes das demissões.
O Itaú, por sua vez, defendeu que a análise de produtividade foi realizada ao longo de quatro meses, com uma média de atividade digital em home office de 75%, enquanto alguns demitidos apresentavam apenas 20%. O sindicato contesta esses números, alegando inconsistências nas informações apresentadas pelo banco.
Ação Coletiva
Em resposta às demissões, o sindicato anunciou uma ação coletiva buscando a reintegração dos funcionários e reparação por danos morais. Ribeiro afirmou que a base de São Paulo foi a mais afetada e que a avaliação realizada pelo banco foi questionável. A falta de diálogo antes das demissões gerou um clima de descontentamento entre os trabalhadores do setor bancário.
Além da reintegração, a ação coletiva visa garantir que os critérios de avaliação de produtividade sejam revistos. A situação evidencia um crescente descontentamento entre os colaboradores, especialmente em um momento em que o trabalho remoto se torna cada vez mais comum.
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