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Importações chinesas caem e comércio de frete para os EUA desacelera drasticamente

Exportações chinesas para os EUA caem 27% em três semanas, contrariando expectativa de aumento sazonal antes das festas de fim de ano

Um carregador de contêineres move um contêiner no terminal Fenix Marine Services, no Porto de Los Angeles, Califórnia (Foto: Reprodução)
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  • As exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 27% em três semanas em 2025, contrariando a tendência sazonal de aumento antes das festas de fim de ano.
  • A presidente da Dimerco Express Group, Catherine Chien, afirmou que não há grandes pedidos no mercado.
  • O setor de brinquedos registrou um volume 20% inferior ao do ano anterior, refletindo a estagnação nas trocas comerciais.
  • A Honour Lane Shipping relatou uma queda rápida nas remessas após picos em maio e junho, com clientes aumentando estoques e suspendendo envios.
  • O volume de contêineres na América do Norte continua em declínio, com a capacidade de frete aumentando, indicando baixa demanda.

As exportações chinesas para os EUA enfrentam uma queda acentuada em 2025, com uma redução de 27% em três semanas, contrariando a tendência sazonal de aumento de importações antes das festas de fim de ano. Dados da Vizion indicam que o comércio marítimo, que normalmente atinge picos nesta época, está em desaceleração.

Catherine Chien, presidente da Dimerco Express Group, destacou que a expectativa de um aumento no volume de contêineres não se concretizou. “Não há sinais claros ou grandes pedidos no mercado”, afirmou. Os principais produtos afetados incluem móveis, brinquedos, equipamentos esportivos, dispositivos elétricos e plásticos.

O setor de brinquedos, por exemplo, apresenta um volume 20% inferior ao do ano anterior, refletindo uma estagnação nas trocas comerciais entre os dois países. Kyle Henderson, CEO da Vizion, observou que, embora algumas categorias, como produtos químicos, tenham mantido ou superado os volumes de 2024, a maioria dos segmentos está em declínio.

Impacto do Comércio

A desaceleração é atribuída a diversos fatores, incluindo o impacto contínuo da guerra comercial. A Honour Lane Shipping relatou que, após um pico em maio e junho, houve uma rápida queda nas remessas. A empresa também mencionou que muitos clientes estão aumentando seus estoques nos EUA e suspendendo temporariamente os envios.

Além disso, a Porto de Los Angeles registrou um número recorde de contêineres em julho, mas a situação se inverteu rapidamente. Em outubro, 35 navegações foram canceladas, resultando em uma diminuição na capacidade de contêineres e um aumento nas tarifas de frete.

Tendências Futuras

O volume de contêineres na América do Norte continua a apresentar crescimento negativo, conforme dados da Sea-Intelligence. Noah Hoffman, vice-presidente da C.H. Robinson, observou que a temporada de pico, que normalmente vai de julho a outubro, atingiu seu ápice em julho deste ano.

O índice de gerentes de logística alertou para um efeito cascata na movimentação de mercadorias, com a capacidade de frete aumentando em agosto, indicando que há pouca carga para ser transportada. A combinação de estoques já elevados e uma diminuição geral na demanda pode ser a explicação para essa situação atípica.

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