- O governo do México anunciou um aumento de tarifas de até cinquenta por cento sobre veículos fabricados em países asiáticos, com foco na China.
- A medida faz parte do “Plano México” e visa proteger a indústria local e controlar o déficit orçamentário.
- O ministro da Economia, Marcelo Ebrard, afirmou que a decisão busca proteger trezentos e vinte mil empregos no setor automotivo.
- As tarifas atuais variam de quinze a vinte por cento e a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.
- A medida pode impactar cinquenta e dois bilhões de dólares em importações e afeta também produtos de outros países, como Coreia do Sul, Índia e Indonésia.
O governo do México anunciou um aumento de tarifas de até 50% sobre veículos fabricados em países asiáticos, especialmente da China. A medida, parte do “Plano México”, visa proteger a indústria local e controlar o déficit orçamentário. O ministro da Economia, Marcelo Ebrard, destacou que a decisão se baseia na necessidade de proteger 320 mil empregos diretamente ligados ao setor automotivo.
A proposta, que ainda precisa da aprovação do Congresso, foi apresentada em um evento na Cidade do México. Ebrard afirmou que os preços dos carros importados estão abaixo do que considera o preço de referência. A presidente Claudia Sheinbaum já havia sinalizado a intenção de aumentar tarifas sobre produtos de países sem acordos comerciais, como parte de uma estratégia para estimular a produção nacional.
Impacto no Setor Automotivo
As tarifas atuais, que variam de 15% a 20%, podem impactar significativamente o mercado de veículos leves, onde as montadoras chinesas detêm 30% da participação. A proposta também abrange produtos de outros países, como Coreia do Sul, Índia e Indonésia, e pode afetar setores como têxtil e siderúrgico. A Secretaria de Economia estima que a medida poderá impactar US$ 52 bilhões em importações.
O aumento das tarifas ocorre em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o México para reduzir laços econômicos com a China. Recentemente, o ex-presidente Donald Trump anunciou um aumento de tarifas sobre produtos mexicanos, mas um acordo posterior adiou a implementação. A proposta mexicana é vista como uma resposta a essas pressões e busca fortalecer a indústria local.
Reação da China
A proposta gerou reações adversas da China, que classificou o aumento de tarifas como uma forma de “coerção”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, enfatizou a importância do diálogo nas relações comerciais entre os dois países. O governo mexicano, por sua vez, defende que as tarifas estão dentro dos limites da Organização Mundial do Comércio (OMC) e foram elaboradas para evitar pressões inflacionárias.
Com uma sólida maioria no Congresso, o governo de Sheinbaum tem boas chances de aprovar a proposta, que pode transformar o cenário comercial entre México e China e impactar a dinâmica do setor automotivo na região.
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