- O dólar à vista caiu 0,27%, fechando a R$ 5,392, após oscilar entre R$ 5,375 e R$ 5,423.
- A queda foi influenciada pela alta de 2,9% no Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de agosto e pelo aumento nos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos.
- As expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) aumentaram, com 94,9% do mercado prevendo uma redução de 0,25 ponto percentual.
- O número de pedidos de seguro-desemprego chegou a 263 mil, o maior desde outubro de 2021, indicando um mercado de trabalho mais frágil.
- A expectativa de juros mais baixos nos EUA pode atrair capital para mercados emergentes, beneficiando o real.
O dólar à vista encerrou a quinta-feira, 11, com queda de 0,27%, cotado a R$ 5,392. A moeda oscilou entre R$ 5,375 e R$ 5,423, refletindo a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que subiu 2,9% em agosto, superando as expectativas do mercado. Este cenário ocorre a poucos dias da reunião do Federal Reserve (Fed), que pode decidir sobre cortes de juros.
As expectativas de redução nas taxas de juros nos EUA aumentaram, com 94,9% do mercado apostando em um corte de 0,25 ponto percentual. A alta nos pedidos de seguro-desemprego, que atingiram 263 mil na semana encerrada em 6 de setembro, indica um mercado de trabalho mais frágil, contribuindo para essa expectativa. Este número é o maior desde outubro de 2021.
Anderson Silva, head da mesa de renda variável da GT Capital, afirma que a piora no emprego aumenta a probabilidade de cortes de juros pelo Fed. Apesar da inflação elevada, o núcleo da inflação permanece controlado, o que não inviabiliza a possibilidade de cortes. O Índice de Preços ao Produtor (PPI) também apresentou resultados abaixo do esperado, caindo 0,1% em agosto.
Impacto no Mercado
Esse contexto derrubou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e impulsionou as bolsas em Wall Street a novos recordes. Para o Brasil, a expectativa de juros mais baixos nos EUA pode direcionar capital global para mercados emergentes, favorecendo o real. Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, destaca que essa conjuntura é benéfica para a moeda brasileira.
Além disso, o mercado brasileiro repercutiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado em 2022. O dólar à vista, utilizado em operações de curto prazo, reflete o valor real de mercado, enquanto o dólar futuro é projetado para liquidações em datas futuras, variando conforme as expectativas econômicas.
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