- O Ibovespa tende a se valorizar durante cortes de juros do Federal Reserve (Fed).
- Atualmente, 92% do mercado espera um corte de 25 pontos-base na próxima reunião do Fed, levando a uma taxa entre 4,00% e 4,25% ao ano.
- Projeções indicam que até 2026, o Fed pode reduzir os juros em até 125 pontos-base, influenciando a Selic no Brasil para 11,25%.
- Historicamente, o Ibovespa teve uma valorização média de 11% a cada redução de 100 pontos-base, com alta média de 8% nos três meses que antecedem a primeira queda.
- Nos últimos três meses, o Ibovespa avançou quase 4%, acumulando uma alta de 13% em seis meses, atingindo 142.348,70 pontos.
O Ibovespa tende a se valorizar durante ciclos de cortes de juros do Federal Reserve (Fed), com uma expectativa crescente de que o banco central dos EUA inicie um novo ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente, 92% do mercado prevê um corte de 25 pontos-base na próxima reunião do Fed, que pode levar a uma taxa entre 4,00% e 4,25% ao ano. Projeções indicam que até 2026, o Fed poderá reduzir os juros em até 125 pontos-base, o que pode influenciar a Selic no Brasil, levando-a a 11,25%.
Historicamente, o Ibovespa apresentou um desempenho positivo em períodos de cortes de juros. Nos últimos 40 anos, o índice brasileiro teve uma valorização média de 11% a cada redução de 100 pontos-base. Antes mesmo do início dos cortes, o índice costuma subir, com uma média de 8% de alta nos três meses que antecedem a primeira queda. Nos últimos três meses, o Ibovespa avançou quase 4%, acumulando uma alta de 13% em seis meses, atingindo 142.348,70 pontos.
Fatores Domésticos
Entretanto, o desempenho do Ibovespa também depende de fatores internos. Em 1984, durante um ciclo de cortes que totalizou 350 pontos-base, o índice subiu 20%, impulsionado por expectativas de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em contraste, em 2024, um corte de 100 pontos-base foi seguido por uma queda de 10%, devido a uma inflação descontrolada e à desvalorização do real.
Analistas do Bank of America (BofA) destacam que, embora a queda de juros nos EUA possa estimular a Selic no Brasil, questões fiscais locais são cruciais. O BofA sugere que a Selic pode começar a ser reduzida no início do próximo ano, beneficiando setores como a construção civil, que historicamente se destacam em ciclos de queda da taxa básica.
A expectativa é que o cenário de cortes de juros nos EUA traga um novo fôlego para o mercado brasileiro, mas a atenção deve estar voltada para a dinâmica interna do país, que pode influenciar diretamente o desempenho das ações locais.
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