- O governo dos Estados Unidos isentou três especificações de celulose brasileira da tarifa de 10%, que representa 90% das exportações do Brasil para os EUA em 2024.
- O novo decreto, publicado em 8 de setembro, reverte a alíquota para 0%.
- O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, considerou a decisão um alívio para o setor, que enfrentou dificuldades devido às tarifas anteriores.
- Teixeira também mencionou a possibilidade de revisão das tarifas sobre carnes, frutas e café, que impactam os preços para os consumidores americanos.
- As tarifas sobre papéis e painéis de madeira permanecem em 50% e 40%, respectivamente.
O governo dos Estados Unidos anunciou a isenção de tarifas de 10% sobre três especificações de celulose brasileira, um movimento que representa 90% das exportações brasileiras de celulose para os EUA em 2024. O decreto, publicado na última sexta-feira, 8, reverte a alíquota para 0%, a mesma aplicada antes da imposição da tarifa.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que essa decisão é um alívio significativo para o setor, que enfrentou desafios devido às tarifas anteriores. Ele acredita que as tarifas sobre carnes, frutas e café também podem ser revistas em breve, uma vez que os consumidores americanos estão pagando preços mais altos devido a essas taxas.
O novo decreto, editado pelo presidente Donald Trump, redefine as diretrizes para as negociações comerciais e atualiza a lista de produtos isentos. As especificações de celulose afetadas estão classificadas sob os códigos 4703.11.00, 4703.21.00 e 4703.29.00. Apesar da boa notícia para a celulose, as tarifas sobre papéis e painéis de madeira permanecem em 50% e 40%, respectivamente.
Teixeira associou as tarifas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, expressando otimismo sobre a recuperação das relações comerciais entre Brasil e EUA. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também comentou sobre a importância da diplomacia, afirmando que o Brasil é soberano e capaz de enfrentar adversidades. Ele ressaltou que, nos últimos anos, o Brasil abriu 435 mercados para sua agropecuária, enfatizando que qualquer retaliação dos EUA impactaria mais os consumidores americanos.
Entre na conversa da comunidade