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Setor elétrico se prepara para mudanças com a queda do WACC e novas oportunidades

Revisão do WACC deve reduzir VPL de Energisa, Neoenergia e Equatorial em até 10%; Copel terá impacto menor e previsão tarifária favorável em 2026

Torres de transmissão de energia elétrica em uma paisagem no Pará (Foto: Reprodução)
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  • A revisão do custo médio ponderado de capital regulatório (WACC) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve afetar negativamente o valor presente líquido (VPL) de empresas como Energisa, Neoenergia e Equatorial Energia.
  • A expectativa é de uma queda de cerca de 10% no VPL dessas empresas, enquanto CPFL Energia e Cemig devem enfrentar uma diminuição entre 7% e 8%.
  • A Copel deve sentir um impacto menor, de aproximadamente 2,5%, devido à sua menor dependência da distribuição de energia, que representa apenas 40% do seu VPL.
  • As revisões tarifárias para Energisa, Neoenergia e Equatorial estão programadas entre 2027 e 2030, período em que o WACC deve atingir os menores níveis.
  • A Aneel também implementa um novo processo anual para avaliar a eficiência de custos das distribuidoras, o que pode levar a aquisições de empresas que excedem os limites de gastos.

O setor de distribuição de energia elétrica no Brasil enfrenta mudanças significativas com a revisão do custo médio ponderado de capital regulatório (WACC), utilizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para definir a remuneração das concessionárias. Segundo analistas do Bradesco BBI, essa revisão deve impactar negativamente o valor presente líquido (VPL) de empresas como Energisa, Neoenergia e Equatorial Energia, enquanto a Copel deve sentir um efeito menor.

As estimativas indicam que a redução do WACC pode resultar em uma queda de cerca de 10% no VPL de Energisa, Neoenergia e Equatorial, enquanto CPFL Energia e Cemig devem enfrentar uma diminuição entre 7% e 8%. Para a Copel, o impacto esperado é de apenas 2,5%, devido à menor dependência da atividade de distribuição, que representa apenas 40% do seu VPL. A empresa também se beneficia de uma revisão tarifária programada para junho de 2026, quando o WACC deve atingir seu pico.

Cenário de Revisões Tarifárias

As revisões tarifárias para Energisa, Neoenergia e Equatorial estão previstas entre 2027 e 2030, período em que o WACC deve atingir os menores níveis. Apesar da pressão sobre seus números, analistas destacam que a eficiência operacional dessas empresas pode mitigar parte das perdas. O Equatorial Day apresentou medidas de gestão que visam aumentar a produtividade, levando o Bradesco BBI a revisar positivamente os parâmetros de eficiência de algumas distribuidoras sob sua gestão.

Os analistas também observam que o setor apresenta oportunidades, mas requer cautela. A preferência do Bradesco BBI recai sobre Equatorial e Copel, ambas com recomendação de compra. Energisa e Neoenergia, por sua vez, têm potencial de valorização de 28% em relação aos preços atuais, com metas de R$ 63 e R$ 36, respectivamente.

Eficiência e Oportunidades de Aquisição

Além do impacto do WACC, a Aneel implementa um novo processo anual que avalia a eficiência de custos das distribuidoras. Empresas que excedem os limites de gastos podem ser alvo de aquisições. A Enel já colocou sua unidade do Ceará à venda, e operações em São Paulo e Rio de Janeiro também estão em análise devido ao desempenho inferior.

O aumento recente do WACC não se deve apenas aos juros no Brasil, mas também ao beta, que mede a oscilação das ações em relação ao mercado. Entre 2020 e 2025, o beta quase dobrou, mas deve retornar a níveis mais baixos com a saída do período atípico da amostra. Embora a Aneel possa revisar a fórmula do WACC, analistas acreditam que isso não ocorrerá em curto prazo, com foco atual na atualização do fator X e no ajuste da base de preços do Capex, crucial para empresas do Norte e Nordeste.

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