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Copom deve manter Selic e focar em comunicado da próxima reunião

Copom deve manter a taxa Selic em 15% ao ano, com expectativas de estabilidade até o final de 2023 e discurso suavizado sobre a política monetária

Sede do Banco Central em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil deve manter a taxa Selic em 15% ao ano na reunião de quarta-feira, dia 17.
  • O mercado financeiro prevê que essa taxa não sofrerá alterações até o final de 2023.
  • Espera-se que o Copom suavize seu discurso sobre a política monetária, ajustando a comunicação sem mudar a política atual.
  • A justificativa para a manutenção da taxa incluirá a desancoragem das expectativas de inflação e a resiliência da atividade econômica.
  • A decisão de juros nos Estados Unidos também pode influenciar a percepção sobre a política monetária brasileira.

Na próxima quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil deve anunciar a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. O mercado financeiro já projeta que essa taxa permanecerá inalterada até o final de 2023, refletindo um cenário de juros elevados.

Analistas esperam que o Copom suavize seu discurso sobre a política monetária. O C6 Bank sugere que a expressão “por período bastante prolongado” pode ser substituída por “significativamente contracionista por período prolongado”. Essa mudança indicaria uma tentativa de ajustar a comunicação do Banco Central sem alterar a política atual.

A justificativa para a manutenção da taxa deve incluir a desancoragem das expectativas de inflação, a resiliência da atividade econômica e as pressões no mercado de trabalho. O Bradesco destaca que, apesar de uma leve melhora nas projeções do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a necessidade de uma política monetária contracionista permanece. As expectativas para o IPCA em 2025 caíram de 5,1% para 4,8%, enquanto para 2026, a previsão é de 4,3%.

Expectativas do Mercado

O Santander também aponta que o Banco Central deve reforçar a importância da estabilidade dos juros. Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que a curva de juros futuros não prevê cortes na taxa Selic nas reuniões de setembro e outubro, atribuindo apenas 23% de chance de um afrouxamento em dezembro. A expectativa de cortes se intensifica apenas em janeiro de 2026, com 70% de probabilidade.

Além disso, a quarta-feira será marcada pela decisão de juros nos Estados Unidos, onde o mercado debate se o Federal Reserve realizará cortes de 0,25 ou 0,50 pontos percentuais. Essa situação pode influenciar a percepção sobre a política monetária brasileira e suas futuras diretrizes.

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