- A Opendoor, plataforma de compra e venda de imóveis, passa por uma reestruturação após a saída da ex-CEO Carrie Wheeler.
- Keith Rabois, cofundador da empresa, foi nomeado presidente do conselho e anunciou cortes de funcionários, reduzindo o quadro de 1.400 para cerca de 200.
- Rabois criticou a cultura da empresa, atribuindo problemas ao trabalho remoto e ao número excessivo de funcionários.
- A nomeação de Rabois e do novo CEO, Kaz Nejatian, gerou uma alta inicial nas ações da empresa, que subiram 78% em um dia, mas depois caíram mais de 12%.
- A Opendoor enfrenta desafios financeiros e busca restaurar sua cultura de inovação e colaboração presencial.
Opendoor, plataforma de compra e venda de imóveis, passa por uma reestruturação significativa após a saída da ex-CEO Carrie Wheeler, pressionada por investidores. Keith Rabois, cofundador da empresa, foi nomeado presidente do conselho e anunciou cortes drásticos no quadro de funcionários, reduzindo de 1.400 para cerca de 200.
Rabois criticou a cultura da empresa, atribuindo parte dos problemas ao trabalho remoto e a um quadro de funcionários “inchado”. Em entrevista à CNBC, afirmou: “Não sei o que a maioria deles faz. Não precisamos de mais de 200.” A mudança ocorre em um momento em que a empresa busca restaurar sua cultura de inovação e colaboração presencial.
A nomeação de Rabois e do novo CEO, Kaz Nejatian, ex-executivo da Shopify, gerou uma reação positiva inicial no mercado, com as ações da Opendoor subindo 78% em um único dia. Contudo, a valorização não se sustentou, e a ação caiu mais de 12% na sequência. Apesar disso, as ações ainda apresentam um aumento de quase 500% em 2023, impulsionadas por investidores de varejo.
Rabois também mencionou a necessidade de reverter a direção que a empresa tomou em relação à diversidade, equidade e inclusão, afirmando que a cultura estava “quebrada”. Ele destacou que a Opendoor deve voltar a seus princípios fundacionais, focando na inovação e no trabalho em equipe. A empresa, que utiliza tecnologia para comprar e vender imóveis, continua enfrentando desafios financeiros, com um modelo de negócios que apresenta baixa margem e perspectivas de crescimento limitadas.
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