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Preço do bife sobe 16,6% nos EUA e café registra alta de 21,7% em agosto

Inflação nos Estados Unidos atinge 2,9% em um ano, com aumentos significativos nos preços de alimentos e pressão das tarifas comerciais

Embaixada dos EUA no Brasil reproduz ameaças de secretário de Trump após julgamento de Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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  • Os preços de itens básicos nos Estados Unidos aumentaram 0,4% em agosto, a maior alta mensal desde janeiro.
  • A carne bovina e o café tiveram aumentos anuais de 21,7% e 16,6%, respectivamente.
  • Outros produtos, como ovos, maçãs e bacon, também ficaram mais caros, com aumentos de 10,9%, 9,6% e 7,2%.
  • Tarifas comerciais, especialmente sobre importações de países fora do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), estão pressionando os preços.
  • O índice de preços ao consumidor (CPI) acumulou alta de 2,9% nos últimos doze meses, superando a meta de 2% do Federal Reserve.

Os preços de itens básicos nos Estados Unidos registraram um aumento significativo em agosto, com o índice de preços ao consumidor (CPI) subindo 0,4%, a maior alta mensal desde janeiro. O aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da carne bovina e do café, que subiram 21,7% e 16,6%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Na comparação mensal, a carne bovina teve um aumento de 2,7% e o café, 3,6%.

Além desses itens, outros produtos essenciais também ficaram mais caros. Os ovos aumentaram 10,9%, as maçãs 9,6% e o bacon 7,2%. O subíndice de alimentos consumidos em casa subiu 0,6%, marcando o maior salto mensal desde agosto de 2022. A pressão sobre os preços é atribuída, em parte, às tarifas comerciais implementadas durante o governo de Donald Trump, que visavam proteger a indústria nacional, mas resultaram em custos mais altos para os consumidores.

Impacto das Tarifas

As tarifas sobre produtos importados, especialmente de países fora do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), como Brasil e União Europeia, têm afetado diretamente os preços de alimentos. Por exemplo, as bananas subiram 6,6% em um ano devido a tarifas sobre importações da América do Sul. Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, afirmou que essas tarifas encarecem a vida do consumidor sem beneficiar a produção nacional.

Os custos de insumos também foram impactados. Os preços dos fertilizantes aumentaram 9,2% em agosto na comparação anual, refletindo a alta dos componentes importados sujeitos a tarifas. Além disso, tarifas sobre maquinário agrícola e peças de reposição elevaram os custos de manutenção das lavouras, pressionando ainda mais os preços dos alimentos.

Cenário Econômico

O cenário de inflação persistente se agrava, com o CPI acumulando alta de 2,9% nos últimos 12 meses, superando a meta de 2% do Federal Reserve (Fed). O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% no mês e 3,1% no ano. A alta dos preços também se estende a bens duráveis e serviços, com aumentos em peças de automóveis, roupas e passagens aéreas.

Esse contexto coloca o Federal Reserve em uma posição delicada. Embora o mercado espere um corte na taxa de juros em breve, a combinação de inflação elevada e desaceleração no mercado de trabalho gera um dilema. Os pedidos de seguro-desemprego atingiram 263 mil, o maior número desde outubro de 2021, indicando uma possível estagnação no crescimento de empregos. Sung Won Sohn, professor de economia da Loyola Marymount University, alertou que cortar juros agora pode perpetuar um quadro de inflação elevada, especialmente se as tarifas continuarem em vigor.

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