- O peso argentino atingiu seu menor nível histórico contra o real, cotado a 271 pesos por real.
- A desvalorização acumulada do peso em 2023 é de 39%.
- A crise econômica e política se intensificou após a derrota do partido do presidente Javier Milei nas eleições municipais.
- Na última semana, o peso perdeu 7,40% de seu valor em relação ao real, e o índice Merval caiu 11,90%.
- A instabilidade econômica é agravada pela dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela desvalorização de 29% do peso em relação ao dólar.
O peso argentino atingiu seu menor nível histórico contra o real nesta sexta-feira (12), com a cotação de 271 pesos para cada real. A desvalorização acumulada da moeda argentina em 2023 já chega a 39%, refletindo uma crise econômica e política que se intensificou após a derrota do partido do presidente Javier Milei nas eleições municipais.
A moeda brasileira, que já se valorizava em relação ao peso desde o início do ano, renovou seu recorde de valorização. No início de 2023, um real equivalia a 163 pesos. A fraqueza do peso se agrava em meio a incertezas políticas, especialmente após a derrota do partido La Libertad Avanza para a sigla de oposição Fuerza Patria em Buenos Aires. Essa eleição é vista como um termômetro para as eleições federais que ocorrerão em 26 de outubro.
Impactos no Mercado
A volatilidade do mercado argentino aumentou significativamente após os resultados eleitorais. Na última semana, o peso perdeu 7,40% de seu valor em relação ao real, enquanto o índice Merval, que reúne as principais empresas da Argentina, caiu 11,90%. Analistas de instituições financeiras, como Itaú BBA e BTG Pactual, alertam que o risco de investir na Argentina cresceu, e a expectativa é de que a instabilidade persista até as eleições nacionais.
Os desafios econômicos são amplificados pela dívida bilionária da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde o peso também se desvalorizou 29% em relação ao dólar. A situação atual gera um clima de incerteza entre os investidores, que aguardam um posicionamento claro do governo sobre cortes fiscais e outras medidas para estabilizar a economia.
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