- O mercado brasileiro de celulares apresenta recuperação em 2025, com aumento de 8% no faturamento em relação ao ano anterior.
- Os consumidores estão optando por smartphones de tíquete médio mais alto e tecnologias avançadas, como 5G e inteligência artificial.
- A Motorola, com 30% de participação no mercado, destaca que as vendas se mantiveram estáveis em volume, mas o valor médio dos aparelhos aumentou.
- A empresa lançou um kit de celular dobrável em parceria com a Swarovski, com preço a partir de R$ 6,7 mil, e firmou colaboração com a Pantone para oferecer celulares em cores vibrantes.
- O setor enfrenta desafios como a pressão de custos, escassez de componentes e juros elevados, além da concorrência desleal do contrabando de celulares.
Após um período de retração, o mercado brasileiro de celulares começa a mostrar sinais de recuperação em 2025, com um aumento de 8% no faturamento em comparação ao ano anterior. A mudança no perfil de consumo é notável, com os consumidores optando por smartphones de tíquete médio mais alto e tecnologias avançadas, como 5G e inteligência artificial.
Rodrigo Vidigal, presidente da Motorola, destacou que o mercado não apenas parou de cair, mas também voltou a crescer. As vendas de janeiro a julho de 2025 se mantiveram estáveis em volume, mas o valor médio dos aparelhos vendidos aumentou, refletindo a busca por dispositivos com melhores especificações. O executivo observou que os consumidores estão cada vez mais exigentes, buscando celulares que atendam a diversas necessidades, desde trabalho até entretenimento.
Inovações e Parcerias
A Motorola tem se adaptado a essa nova demanda, investindo em aparelhos com design inovador e tecnologia de ponta. Um exemplo é a parceria com a Swarovski, que resultou no lançamento de um kit de celular dobrável, fones de ouvido e estojo, todos adornados com cristais, com preço a partir de R$ 6,7 mil. A aceitação do produto foi positiva, especialmente entre consumidores que valorizam estilo e tecnologia.
Além disso, a empresa firmou uma colaboração com a Pantone para oferecer celulares em cores vibrantes, que atualmente representam 65% das vendas totais da Motorola. Essa estratégia ajudou a diversificar o público-alvo, que antes era dominado por modelos em preto e cinza.
Desafios do Setor
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios significativos. A pressão de custos devido à desvalorização do real e ao aumento do preço do frete impacta a produção local. A escassez de componentes, como chips, também afeta a oferta. Vidigal ressaltou que os juros elevados no Brasil dificultam o acesso ao crédito, o que poderia potencializar as vendas.
A Motorola ocupa a segunda posição no mercado brasileiro, com 30% de participação, atrás da Samsung, que detém quase 50%. O presidente vê com naturalidade a entrada de novas marcas no Brasil, mas expressou preocupação com a concorrência desleal representada pelo contrabando de celulares, que, segundo a Abinee, representou 19% das vendas em 2024. A nova resolução da Anatel, que responsabiliza marketplaces pela venda de produtos irregulares, é vista como um passo positivo para combater essa prática.
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