- O Itaú Unibanco desligou cerca de mil funcionários após análise de produtividade.
- Os colaboradores apresentaram níveis de atividade digital de apenas 20%, enquanto a média era de 75%.
- O monitoramento foi feito por softwares que registram o uso de computador e aplicativos, conforme a legislação.
- A análise durou quatro meses e considerou atividades como chamadas em vídeo e uso de ferramentas do pacote Office.
- A decisão gerou debates sobre o impacto do monitoramento na relação entre empregador e empregado.
Cerca de 1 mil funcionários do Itaú Unibanco foram desligados após uma análise de produtividade que revelou níveis de atividade digital de apenas 20%, enquanto a média geral era de 75%. O monitoramento foi realizado por meio de softwares que registram dados como tempo de uso do computador e aplicativos acessados, em conformidade com a legislação.
A instituição, que adotou um modelo de trabalho híbrido e remoto, afirmou que não considera apenas o uso de mouse ou teclado como métricas. O banco utiliza programas que avaliam atividades como chamadas em vídeo e uso de ferramentas do pacote Office. A decisão gerou debates sobre a eficácia do monitoramento e suas implicações no ambiente de trabalho.
Especialistas alertam que o uso excessivo de tecnologias de controle pode comprometer a confiança entre empregador e empregado, elevando a ansiedade e aumentando a rotatividade. O professor Marcelo Graglia, da PUC-SP, destaca que a dependência de dados quantitativos pode resultar em decisões injustas.
O Itaú, que monitora a atividade digital de seus colaboradores em conformidade com políticas internas e acordos sindicais, identificou padrões de comportamento que justificaram os desligamentos. A análise foi realizada ao longo de quatro meses, comparando a atividade digital com jornadas formais e horas extras registradas.
Impactos no Mercado de Trabalho
A demissão em massa pode influenciar outras empresas a reavaliar suas políticas de trabalho remoto. Um estudo do Insper indica que, apesar da redução na frequência de trabalho remoto, 71% dos trabalhadores ainda atuam remotamente ao menos um dia por semana. O Itaú, que mantém 60% de seu quadro em regime híbrido ou remoto, continua a contratar, com reposições sendo discutidas caso a caso.
A análise da produtividade no home office se tornou um desafio desde a pandemia. O Itaú afirma que a decisão de desligar colaboradores com baixa atividade digital é parte de um processo de gestão responsável, visando preservar a cultura organizacional e a relação de confiança com clientes e colaboradores.
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