- O CEO da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, garantiu um empréstimo de US$ 112 milhões usando ações da empresa como colateral após a abertura de capital.
- A operação foi realizada pelo banco sueco SEB e permitiu que Siemiatkowski aumentasse sua participação na fintech, que já valorizou em mais de US$ 65 milhões desde o IPO.
- Antes do IPO, ele ofereceu cerca de US$ 980 milhões em ações como garantia, utilizando um índice de alavancagem de apenas 10%.
- A participação de Siemiatkowski na Klarna cresceu, mesmo com uma queda de 6,7% nas ações no dia seguinte ao IPO, totalizando mais de US$ 1 bilhão em ações.
- A crescente participação gerou tensões internas, especialmente com o co-fundador Victor Jacobsson, refletindo disputas de poder na empresa.
O CEO da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, garantiu um empréstimo de US$ 112 milhões utilizando ações da fintech como colateral, após a abertura de capital da empresa. A operação, realizada pelo banco sueco SEB, permitiu que Siemiatkowski aumentasse sua participação na Klarna, que já havia valorizado em mais de US$ 65 milhões desde o IPO.
Antes do IPO, Siemiatkowski ofereceu cerca de US$ 980 milhões em ações como garantia para o empréstimo. Com um índice de alavancagem de apenas 10%, ele utilizou os recursos para adquirir a participação de um investidor em uma empresa de propósito específico (SPV) que detém ações da Klarna. Essa manobra não apenas consolidou seu controle, mas também ampliou sua margem de segurança em relação ao valor das garantias.
Desde o início das negociações, a participação de Siemiatkowski na Klarna cresceu, mesmo com uma queda de 6,7% nas ações no dia seguinte ao IPO. Ele possui agora mais de US$ 1 bilhão em ações da empresa. Em entrevista, Siemiatkowski expressou confiança na Klarna, afirmando que seu compromisso é de longo prazo.
Tensão Interna e Governança
A crescente participação de Siemiatkowski gerou tensões internas, especialmente com o co-fundador Victor Jacobsson. Antes do IPO, houve conflitos sobre a governança da empresa e o controle que Siemiatkowski teria após a abertura de capital. Recentemente, um conselheiro que representava Jacobsson foi afastado, refletindo as disputas de poder na fintech.
A Klarna levantou US$ 1,37 bilhão em seu IPO, atraindo forte demanda de investidores. Entre os acionistas, a Sequoia Capital deve deter cerca de 22% dos direitos de voto, enquanto o bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen e Jacobsson também possuem participações significativas.
Expansão e Inovação
Fundada em Estocolmo, a Klarna se destacou no modelo Buy Now, Pay Later (BNPL), especialmente durante o crescimento do comércio eletrônico na pandemia. A empresa tem buscado diversificar suas operações, investindo em produtos bancários como contas de poupança e cartões de crédito. Siemiatkowski, que recentemente visitou o túmulo de Sam Walton, fundador do Walmart, está focado em estreitar laços com a varejista americana, que começou a oferecer os serviços da Klarna.
A abertura de capital não deve alterar significativamente a rotina da Klarna, que já reportava resultados trimestrais e enfrentava escrutínio regulatório. A fintech continua a se posicionar como uma líder no setor financeiro, enquanto Siemiatkowski se mostra otimista em relação ao futuro da empresa.
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