- O horário de verão está suspenso no Brasil desde 2019.
- A medida foi adotada por décadas para reduzir o consumo de energia elétrica.
- Estudos do Ministério de Minas e Energia mostram que o aumento do uso de ar-condicionado neutralizou os benefícios do horário de verão.
- A prática não gera mais economia significativa e pode até aumentar a carga do sistema elétrico.
- Não há previsão de retorno do horário de verão, refletindo mudanças no perfil de consumo da população.
O horário de verão, que foi uma prática adotada no Brasil por décadas visando a redução do consumo de energia elétrica, permanece suspenso desde 2019. O governo não tem previsão de retorno da medida, que foi considerada ineficaz devido às mudanças no perfil de consumo da população.
Estudos do Ministério de Minas e Energia indicam que a popularização do ar-condicionado e o aumento do consumo de energia no final da tarde neutralizaram os benefícios do horário de verão. A medida, que antes ajudava a suavizar o pico de demanda entre 18h e 21h, agora não gera mais economia significativa. Em alguns casos, ela até pode aumentar a carga do sistema elétrico.
O horário de verão era implementado nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e no Distrito Federal, começando na hora zero do primeiro domingo de novembro e terminando na hora zero do terceiro domingo de fevereiro. Essa prática visava aproveitar melhor a luz natural, reduzindo a necessidade de iluminação artificial. Contudo, com o aumento do uso de aparelhos de climatização, a eficácia da medida foi comprometida.
A decisão de suspender o horário de verão foi baseada em análises do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que demonstraram que a política pública não trazia mais resultados positivos para o sistema elétrico. Assim, a medida segue sem previsão de retorno, refletindo uma nova realidade no consumo de energia no Brasil.
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